• Claudia Godoy

China rejeita culpa pelo novo coronavírus

A embaixada da China rejeitou hoje (20) as associações que alguns meios de comunicação fazem ao ligar a Covid-19 (o novo coronavírus) ao país. "Alegações absurdas e mentiras para transferir culpa para China pela responsabilidade inadequada à Covid-19 ", diz o artigo.

A representação diplomática esclarece, entre outros temas, o fato de a designação da doença estar sendo constantemente associada ao país. "A OMS deixou claro que a designação de uma doença não deve ser associada a um determinado país ou local", diz o artigo. A embaixada lembra que a Revista Natura, o The New York Times, a ABC e a BBC já relataram que a indevida ligação das comunidades asiáticas à Covid-19 fomentou xenofobia, discriminação e assédio a essas comunidades nos EUA.

Veja o artigo na íntegra:


Acusação: Wuhan é a origem do vírus. Realidade: Ser o primeiro a relatar o vírus não significa que Wuhan seja sua origem. Na verdade, a origem ainda não foi identificada. O rastreamento das fontes é uma questão científica séria, que deve basear-se na ciência e deve ser estudada por cientistas e peritos médicos.

Tradução: Wilsomar Júnior / Sun Lidong


Pequim, 9 de maio (Xinhua) - Recentemente, alguns políticos e meios de comunicação norte-americanos têm inventado alegações absurdas e mentiras de um tipo ou de outro, a fim de transferir a culpa para a China pela sua resposta inadequada à COVID-19.

No entanto, como Abraham Lincoln disse, "Você pode enganar todas as pessoas algumas vezes e algumas pessoas o tempo todo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo".

As mentiras se evaporam sob a luz da verdade. Está na hora de deixar que os fatos falem por si só.

No futuro, continuaremos a revelar a verdade ao mundo sempre que novas mentiras aparecerem.

1.Alegação: O COVID-19 é "vírus Chinês" ou " vírus de Wuhan".

Realidade: A OMS deixou claro que a designação de uma doença não deve ser associada a um determinado país ou local.

◆ Valendo-se das lições sobre a nomeação de doenças infecciosas no passado, especialmente os enormes impactos negativos causados pela nomeação de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) em 2012, a OMS, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde Animal e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, identificou as Melhores Práticas para a Nomeação de Novas Doenças Infecciosas Humanas, em 8 de maio de 2015. De acordo com essas diretrizes, ao nomear uma doença deve-se evitar localizações geográficas, nomes de pessoas, classe de animais ou alimentos, referências culturais, populacionais, industriais ou ocupacionais (por exemplo legionários) e termos que incitam medo indevido. https://www.who.int/topics/infectious_diseases/naming-new-diseases/en/

◆ Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS, com base nas Melhores Práticas de 2015 para a Nomeação de Novas Doenças Infecciosas Humanas, bem como práticas internacionais de saúde pública, nomeou oficialmente a pneumonia causada pelo novo coronavírus de Doença de Coronavírus 2019 (COVID-19).

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situationreports/20200211-sitrep-22-ncov.pdf?sfvrsn=fb6d49b1_2

◆ Em abril passado, a revista científica britânica Nature publicou três editoriais pedindo desculpas por conectar COVID-19 com Wuhan e China. A publicação pediu a parada imediata da estigmatização do coronavírus e do ato irresponsável de associar um vírus a um local específico. https://www.nature.com/articles/d41586-020-01009-0

◆ O The New York Times, a American Broadcasting Company (ABC), a British Broadcasting Corporation (BBC) e outros meios de comunicação no Ocidente relataram que a indevida ligação das comunidades asiáticas à COVID-19 fomentou grave xenofobia e ocorrências frequentes de discriminação racial e assédio contra essas comunidades nos EUA.

2.Acusação: Wuhan é a origem do vírus.

Realidade: Ser o primeiro a relatar o vírus não significa que Wuhan seja sua origem. Na verdade, a origem ainda não foi identificada. O rastreamento das fontes é uma questão científica séria, que deve basear-se na ciência e deve ser estudada por cientistas e peritos médicos.

◆ Historicamente, o lugar que primeiro relatou um vírus muitas vezes não era a sua origem. Por exemplo, a infecção pelo HIV foi relatada pela primeira vez pelos EUA, mas também pode ser possível que o vírus não tenha vindo originalmente dos EUA. E cada vez mais evidências provam que a gripe espanhola não veio de Espanha.

◆ Rastreamento de fonte é uma questão científica. O seu principal objetivo é impedir que epidemias semelhantes voltem a acontecer e causem danos à sociedade humana. Neste momento, cientistas de todo o mundo estão à procura da fonte do vírus e apresentaram muitas opiniões acadêmicas sobre o assunto. Os cientistas chineses também estão realizando estudos com seriedade a fim de fornecer a base científica para identificar a origem o quanto antes e lidar com o vírus com medidas específicas.

◆ Em 24 de janeiro, o The Lancet, uma revista médica britânica de referência, publicou um artigo assinado por Cao Bin, Diretor do Departamento Pulmonar e Medicina Intensiva do Hospital de Amizade China-Japão, Huang Chaolin, VicePresidente e Diretor Médico do Hospital Wuhan Jinyintan, o Professor Li Xingwang, pesquisador da Centro Clínico e de Pesquisa de Doenças Infecciosas do Hospital Ditan Beijing, a Professora Ren Lili, pesquisadora do Instituto de Biologia Patógena da Academia Chinesa de Ciências Médicas, Zhao Jianping, Diretor do Departamento de Medicina Respiratória do Hospital Wuhan Tongji, etc.

O artigo revisa e analisa os primeiros 41 casos confirmados de COVID-19 admitidos em hospitais de Wuhan entre 16 de dezembro de 2019 e 2 de janeiro de 2020. Constatou-se que 27 dos 41 pacientes tinham sido expostos ao mercado de frutos do mar Huanan, enquanto os 14 restantes não. A data de início do sintoma do primeiro paciente identificado foi 1º de dezembro de 2019. Nenhum dos membros da família desenvolveu febre ou quaisquer sintomas respiratórios. Este paciente não foi exposto ao mercado de frutos do mar Huanan. Não foi encontrada relação epidemiológica entre ele e casos posteriores.

◆ Os vírus são o inimigo comum da humanidade e podem aparecer a qualquer momento e em qualquer lugar. As epidemias são de origem natural e não de causa humana. O local de origem de um vírus ou de uma epidemia é uma vítima, não um culpado. É injusto e inaceitável culpá-lo ou responsabilizá-lo.

◆ Em 1º de maio, o Dr. Michael Ryan, Diretor Executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, disse que a ciência e os cientistas precisam estar no centro da investigação da fonte do vírus. Ele também afirmou que a OMS não tinha recebido quaisquer dados ou evidências específicas do governo dos EUA sobre a suposta origem do vírus.

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/transcripts/who-audioemergencies-coronavirus-press-conference-04may2020.pdf?sfvrsn=3ef4c516_4

◆ Michael Melham, prefeito de Belleville em Nova Jersey disse que ele deu positivo para anticorpos de coronavírus e acha que ele pode ter estado doente com o vírus em novembro de 2019. Isso é mais de dois meses antes do primeiro caso relatado nos EUA em 20 de janeiro de 2020.

https://news.cgtn.com/news/3149444e79514464776c6d636a4e6e62684a4856/ind ex.html

◆ Em 6 de maio, o USA Today relatou que 171 pessoas na Flórida apresentaram sintomas de COVID-19 já em janeiro de 2020 e ninguém fez viagens para a China. Isso foi vários meses antes dos oficiais anunciarem que ela tinha chegado à Flórida. https://www.usatoday.com/story/news/nation/2020/05/05/patients-florida-hadsymptoms-covid-19-early-january/3083949001/

◆ Em 3 de maio, a Revista Internacional de Agentes Antimicrobianos publicou um artigo intitulado "O SARS-COV-2 já estava se espalhando na França no final de dezembro de 2019". De acordo com o artigo, os pesquisadores revisaram o registro médico de 14 pacientes selecionados da UTI admitidos por doença do tipo influenza entre 2 de dezembro de 2019 e 16 de janeiro de 2020 e retrospectivamente realizaram a reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) de COVID-19 entre 6 e 9 de abril de 2020. Descobriu-se que uma amostra tirada de um homem de 42 anos era positiva. A ausência de uma ligação com a China e a falta de viagens recentes ao exterior sugerem que a doença já estava se espalhando entre a população francesa no final de dezembro de 2019. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924857920301643

3. Acusação: O vírus foi construído pelo Instituto de Virologia de Wuhan.

Realidade: Todas as evidências disponíveis mostram que SARS-CoV-2 é de origem natural e não artificial.

◆ Em 30 de janeiro, a prestigiada revista médica do Reino Unido, The Lancet, publicou um artigo sobre a COVID-19 por equipes de pesquisa, incluindo o CDC da China, que considerou o vírus um novo coronavírus humano-contagioso, com base na análise filogenética de dez sequências do genoma 2019-nCoV de nove pacientes confirmados de Wuhan. O artigo apontou que em comparação com SARS-CoV e MERS-CoV, 2019-nCoV estava mais intimamente relacionado com dois tipos de coronavírus de síndrome respiratória aguda grave (SARS) derivados de morcegos.

A análise sugere que os morcegos podem ser o hospedeiro original deste vírus.

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)302518/fulltext

◆ Em 19 de fevereiro, o The Lancet publicou uma declaração conjunta de 27 especialistas médicos renomados de oito países, indicando que cientistas de vários países publicaram artigos depois de analisar genomas de SARS-CoV-2. Eles concluíram majoritariamente que este coronavírus teve origem na vida selvagem, assim como muitos outros patógenos emergentes.

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)304189/fulltext

◆ Em 17 de março, cinco estudiosos proeminentes dos EUA, Reino Unido e Austrália apontaram na Nature Medicine que as evidências mostram que SARS-CoV-2 não é uma criação laboratorial ou um vírus manipulado propositadamente. https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9

◆ Em seu artigo no blog publicado em 26 de março, Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais da Saúde dos EUA (NIH), apontou que este novo coronavirus surgiu naturalmente. Pesquisadores descobriram que o vírus não poderia ter sido criado pelo homem por ele não ter a estrutura de coronavírus conhecidos. Em vez disso, ele provavelmente evoluiu de um coronavírus de morcego com um novo vírus encontrado em pangolins. Não é o produto de uma manipulação intencional num laboratório.

https://directorsblog.nih.gov/2020/03/26/genomic-research-points-to-naturalorigin-of-covid-19/

◆ Em 21 de abril, a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, disse em um comunicado à imprensa que todas as evidências disponíveis apontam que o vírus tem origem animal e não foi manipulado ou construído em um laboratório ou em qualquer outro lugar. Ele provavelmente tem seu reservatório ecológico em morcegos, mas como o vírus veio de morcegos para humanos ainda está para ser visto e descoberto.

https://edition.cnn.com/us/live-news/us-coronavirus-update-04-21-

20/h_802e1e857336975e196e3c25c647b02e

◆ Em 30 de abril, o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA emitiu um comunicado em seu site oficial, deixando claro que a Comunidade de Inteligência concorda com o amplo consenso científico de que o vírus da COVID-19 não foi criado pelo homem ou geneticamente modificado. https://www.odni.gov/index.php/newsroom/press-releases/item/2112intelligence-community-statement-on-origins-of-covid-19

◆ O Diretor Executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, Michael Ryan, afirmou no dia 1º de maio que numerosos cientistas analisaram a sequência do genoma deste vírus e afirmaram que este vírus é de origem natural.

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/transcripts/who-audioemergencies-coronavirus-press-conference-01may2020.pdf?sfvrsn=b8091a87_2

◆ O representante da OMS na China, Dr. Gauden Galea, disse em 5 de maio que todas as evidências disponíveis até à data indicam que o vírus tem uma origem animal natural e não é um vírus manipulado ou construído. Muitos pesquisadores estudaram as características genômicas do vírus e descobriram que a evidência não suporta que ele é uma criação de laboratório.

https://www.who.int/china/zh/news/detail/06-05-2020-covid-19-q-a-with-drgalea

◆ O jornal semanal francês Valeur Actuelle citou informações das autoridades de inteligência do país, que declaram que é absolutamente certo que o novo coronavírus não é um vazamento do laboratório P4 em Wuhan.

4. Acusação: A COVID-19 foi causada por um vazamento acidental do Instituto de Virologia de Wuhan (WIV).

Realidade: O Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan (Wuhan P4 Laboratory) do WIV é um programa de cooperação governamental entre a China e a França. O Instituto não tem a capacidade de projetar ou sintetizar um novo coronavírus e não há evidência de vazamentos de patógenos ou infecções de funcionários no Instituto.

◆ O Laboratório P4 de Wuhan é um programa de cooperação governamental entre a China e a França. O projeto, a construção e a gestão seguem os padrões internacionais e as operações são protegidas por instalações especiais e protocolos rigorosos. Todo o pessoal do laboratório deve obter a aprovação em exames de qualificação. O primeiro grupo de funcionários recebeu o treinamento em outros laboratórios P4 na França e nos EUA. O laboratório deve ter suas instalações e equipamentos examinados anualmente por uma agência de terceiros acreditada ao governo e só pode continuar a operar depois de passar por essas inspeções anuais.

◆ O WIV está comprometido com o compartilhamento oportuno e aberto de informações de pesquisa através do compartilhamento de dados, publicação de artigos, participação em seminários e conferências e promoção da ciência entre o público geral. Ao longo do último ano, o Instituto recebeu visitas de mais de 70 pesquisadores e estudiosos de outras partes do mundo. Como uma das dezenas de laboratórios P4 no mundo, o Instituto busca uma visão global de desenvolvimento, defende os princípios de ser aberto e transparente para todos e promove o intercâmbio e a cooperação com todos os países de uma forma ativa e pragmática.

O "Coronavirus Resource 2019 (2019nCoVR)", uma plataforma de compartilhamento de informações da WIV, registrou até agora mais de 600.000 visitas e 21 milhões de downloads.

◆ As operações do Laboratório P4 de Wuhan sempre foram seguras e estáveis. Não havia SARS-CoV-2 no laboratório até 30 de dezembro de 2019, quando os primeiros espécimes de pacientes com COVID-19 foram entregues lá para testes três dias após o governo local receber os primeiros relatórios do vírus. Ninguém no WIV foi infectado por COVID-19.

◆ Um funcionário do gabinete do presidente francês disse em meados de abril que "não há até hoje nenhuma evidência factual ... que ligue as origens da COVID-19 com o trabalho do laboratório P4 de Wuhan, na China”

https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-france-lab-

idUSKBN21Z2ME

◆ De acordo com um artigo publicado recentemente pela NPR em seu website, muitos dos principais pesquisadores de vírus dos EUA concluíram, com base em seus estudos, que não há praticamente nenhuma chance de que o novo coronavírus foi espalhado devido a um acidente de laboratório na China ou em qualquer outro lugar. Em vez disso, eles acreditam que este novo coronavírus chegou aos humanos da mesma forma que outros coronavírus chegaram. https://www.npr.org/sections/goatsandsoda/2020/04/23/841729646/virusresearchers-cast-doubt-on-theory-of-coronavirus-lab-accident

◆ Peter Daszak, o Presidente da US EcoHealth Aliance e especialista em vírus que trabalha com o WIV durante os últimos 15 anos, disse durante sua entrevista na CNN, em 26 de abril, que o Laboratório P4 de Wuhan não tinha o vírus que levou à COVID-19 e o que foi encontrado agora são parentes próximos, não é o mesmo vírus. Portanto, não é possível que o vírus tenha vindo desse laboratório. https://edition.cnn.com/videos/tv/2020/04/26/exp-gps-0426-daszak-int.cnn

◆ Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, disse em uma entrevista ao National Geographic publicada em 4 de maio que a melhor evidência mostra que o vírus não foi criado em um laboratório na China. Se você olhar para a evolução do vírus em morcegos e o que está lá fora agora, o vírus não pode ter sido artificial ou deliberadamente manipulado. Este vírus evoluiu na natureza e depois realizou um salto entre espécies. Com base nas provas científicas, ele não aceita a teoria de que alguém encontrou o coronavírus na natureza, levou-o para um laboratório e depois o vírus escapou acidentalmente.

https://www.nationalgeographic.com/science/2020/05/anthony-fauci-noscientific-evidence-the-coronavirus-was-made-in-a-chinese-labcvd/?cmpid=org=ngp::mc=social::src=twitter::cmp=editorial::add=tw20200504sci ence-faucicoronavirus::rid=&sf233573268=1#close

◆ De acordo com o The Independent, o secretário de saúde britânico Matt Hancock disse em uma entrevista à Sky News em 6 de maio que o governo britânico não viu nenhuma evidência que sugira que o novo coronavirus foi criado pelo homem. Ele acrescentou que "nós não vimos nenhuma evidência de uma ligação (entre o vírus e laboratórios que pesquisam vírus em Wuhan)”.

https://www.sky.com/new-search/ask-the-health-secretary-06-05-20-ccc49a95e2ca-47af-ad14-aa31d75ab92b?q=Matt%20Hancock

◆ Os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA (NIH) anunciaram, em 24 de abril, que iriam encerrar um estudo conjunto sobre a transmissão morcego-humanos entre a agência sem fins lucrativos EcoHealth Alliance e o WIV e retirar todo o financiamento futuro. Os NIH tomaram esta decisão apenas sete dias depois que o presidente Trump exigiu o fim de uma concessão para o WIV durante sua conferência de imprensa em 17 de abril, com base em alegações de que "o vírus escapou do laboratório". Esta decisão tem sido amplamente questionada e criticada pela comunidade científica dos EUA. Gerald Keusch, vice-chefe do Laboratório Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes da Universidade de Boston, chamou isso de "um precedente horrível" e "o pior tipo de coisa que a interferência política pode causar", enquanto Dennis Carroll, presidente do Projeto Global Virome, descreveua como uma tentativa do governo de Trump de "atacar a ciência realmente essencial por um baixo ganho político".

5. Acusação: A China poderia ter contido o vírus em Wuhan no princípio.

No entanto, permitiu que muitos de seus cidadãos voassem para Milão,

Nova Iorque e outros lugares, espalhando o vírus para o resto do mundo.

Realidade: A China tomou as medidas mais rigorosas no mais curto espaço de tempo possível, que em grande parte mantiveram o vírus dentro de Wuhan. As estatísticas mostram que muito poucos casos foram exportados da China.

◆ O governo chinês tomou as medidas mais abrangentes, rigorosas e exaustivas em tempo útil e efetivamente quebrou a cadeia de transmissão. De acordo com um relatório na Science, graças a estas medidas, o número de infecções na China foi reduzido em mais de 700.000.

◆ A China colocou Wuhan sob um lockdown temporário a partir de 23 de janeiro, o que significa que não houve voos comerciais ou serviços de trem de 24 de janeiro a 8 de abril. Então era impossível para os residentes de WuHan viajar para o exterior durante este período.

◆ Quando Wuhan foi fechada em 23 de janeiro, apenas um caso foi publicamente confirmado nos EUA. Quando os EUA fecharam suas fronteiras em 2 de fevereiro para todos os cidadãos chineses e para os estrangeiros que haviam estado na China nos 14 dias anteriores, havia apenas oito casos confirmados nos EUA, de acordo com seus dados oficiais. Quando os EUA declararam uma emergência nacional em 13 de março, o número de seus casos confirmados era 1.896. Quando a China suspendeu o bloqueio de Wuhan em 8 de abril, o número de casos confirmados nos EUA subiu para 400 mil. Atualmente, os casos confirmados nos EUA ultrapassaram 1,2 milhões, com mais de 70 mil mortes até agora. Olhando para trás, levou menos de 100 dias para que o número de casos confirmados subisse de um para um milhão nos Estados Unidos.

◆ O governador de Nova York, Andrew Cuomo, indicou que uma pesquisa da Universidade do Nordeste mostrou que cepas do novo coronavírus que entraram em seu estado não eram da China. O The New York Times citou pesquisas norteamericanas segundo as quais os casos de coronavírus de Nova York, na sua maioria, não vieram da Ásia.

◆ Dados das principais províncias do Canadá mostram que o vírus foi trazido para o país por visitantes dos EUA. O Institut Pasteur, agência francesa de pesquisas, concluiu que a cepa do vírus que circula localmente na França é de origem desconhecida. Nenhum dos casos importados na Rússia veio da China. O Departamento de Saúde Australiano observou que apenas uma pequena parte dos casos importados vieram do Nordeste da Ásia. Em Singapura, os casos importados da China eram menos de um décimo dos de outros países. O Instituto Japonês de Doenças Infecciosas acreditava que a cepa confirmada no Japão desde o início de março não era da China.

6. Acusação: Os chineses contraíram o novo coronavírus comendo morcegos.

Realidade: Morcegos nunca fizeram parte da dieta chinesa.

◆ O vídeo clipe da internet no qual uma guia turística chinesa tomava sopa de morcegos fazia parte de um programa de promoção turística filmado por sua equipe em uma pequena ilha do Pacífico em 2016 e foi publicado online naquele ano. Sopa de morcego era uma especialidade local.

◆ Os morcegos nunca fizeram parte da dieta chinesa. O mercado de frutos do mar Huanan em Wuhan, onde um grupo de casos foram identificados nos primeiros dias da epidemia, não vende morcegos.

7. Acusação: A China está reabrindo os mercados da animais selvagens. Ela deve fechar imediatamente todos os "mercados úmidos".

Realidade: Não existem os chamados "mercados úmidos de animais selvagens" na China. A China aprovou uma legislação que proíbe toda a caça ilegal e o comércio de animais selvagens.

◆ Em 24 de fevereiro de 2020, o Comitê Permanente do Assembleia Popular

Nacional da China adotou uma decisão sobre a proibição completa do comércio ilegal de animais selvagens e a eliminação do consumo de animais selvagens para salvaguardar a vida e a saúde das pessoas. Estabeleceu-se ainda o regime de proibição total da caça, do comércio e do transporte de animais selvagens terrestres para efeitos de consumo. A decisão legislativa foi bem recebida pela World Wildlife Fund (WWF).

https://www.worldwildlife.org/press-releases/wwf-statement-on-china-s-revisionof-the-wildlife-protection-law

◆ Vender animais selvagens é ilegal na China. Tal ato será imediatamente interrompido uma vez descoberto e receberá punição de acordo com a lei.

◆ Não existem os chamados "mercados úmidos de vida selvagem" na China. E, aliás, na China não existe sequer o conceito de "mercados úmidos". O que temos na China são os mercados de produtos agrícolas e os mercados de aves vivas e frutos do mar. Eles vendem peixe fresco, carne, legumes, frutos do mar e outros produtos agrícolas. Alguns vendem aves vivas. Basicamente, eles não são diferentes dos mercados de peixe ou de frutas e legumes nos países ocidentais. Tais mercados existem não só na China, mas também em muitos outros países. São uma parte importante da vida local. Nenhum direito internacional restringe a abertura ou o funcionamento de tais mercados. O que foi reaberto em Wuhan são os mercados tradicionais dos agricultores.

◆ A pesquisa tem mostrado uma homologia extremamente baixa entre COVID-19 e os coronavírus conhecidos em gado e aves. Com base nesse entendimento científico e tendo em conta a necessidade das pessoas de produtos como aves vivas e frutos do mar, a China permitiu a reabertura de tais mercados em locais onde estão em vigor medidas de contenção sólidas como pré-requisito. A China atribui grande importância à prevenção de epidemias. Como salvaguardas, as autoridades competentes e os governos locais tomaram uma série de medidas rigorosas para reforçar a gestão desses mercados. Os governos locais, operadores de mercado e vendedores são obrigados a cumprir seriamente as suas responsabilidades respectivas e garantir que protocolos rigorosos antiepidêmicos sejam devidamente aplicados nesses mercados.

As autoridades competentes procederão igualmente, em conformidade com a legislação chinesa relativa à prevenção de epidemias animais, à quarentena e ao controle de produtos como aves vivas e frutos do mar e implementarão rigorosamente todas as medidas de prevenção e controle contra as epidemias animais.

Dada a situação atual em Wuhan, Hubei, o mercado de frutos do mar Huanan continua fechado.

8. Acusação: O encobrimento inicial da China e a libertação tardia de informações resultaram na propagação do vírus.

Realidade: O que aconteceu foi um ataque inesperado de um vírus desconhecido contra os seres humanos. Leva tempo para estudá-lo e compreendê-lo. A China forneceu informações oportunamente ao mundo de forma aberta, transparente e responsável.

◆ Em 27 de dezembro de 2019, o Dr. Zhang Jixian, diretor do Departamento de Medicina Respiratória e Crítica do Hospital Provincial de Hubei de Medicina Integrada Chinesa e Ocidental, relatou três casos de pneumonia de causa desconhecida imediatamente após receber os pacientes. Esta foi a primeira notificação de casos suspeitos de uma nova doença pelas autoridades locais da China. No mesmo dia, o CDC de Wuhan realizou investigações epidemiológicas e testes nesses pacientes.

◆ Em 30 de dezembro de 2019, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan emitiu dois avisos de emergência sobre a notificação e tratamento de pneumonia de causa desconhecida.

◆ Em 31 de dezembro de 2019, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan divulgou um relatório de situação sobre pneumonia de causa desconhecida em Wuhan. No mesmo dia, a China informou ao escritório da OMS no país sobre casos de pneumonia de causa desconhecida detectados em Wuhan.

◆ Em 3 de janeiro de 2020, a China começou a enviar atualizações regulares e oportunas sobre o novo coronavirus para a OMS, outros países, incluindo os Estados Unidos, e as regiões de Hong Kong, Macau e Taiwan da China. Entre 3 de Janeiro e 3 de fevereiro, a China atualizou 30 vezes os EUA sobre a situação epidêmica e as suas medidas de resposta.

◆ Na sequência da primeira notificação pública da pneumonia pela Comissão Municipal de Saúde de Wuhan em 31 de dezembro de 2019, a China completou a identificação e sequenciação do vírus em 7 de janeiro de 2020 e compartilhou a informação da sequência do genoma com a OMS e outros países em 11 de janeiro. Em 10 de Janeiro, o Instituto de Virologia de Wuhan da Academia Chinesa de Ciências e outras instituições profissionais desenvolveram kits preliminares de testes e intensificou a pesquisa sobre vacinas e medicamentos eficazes. Em 20 de Janeiro, a Comissão Nacional de Saúde designou a nova pneumonia do coronavírus como uma doença infecciosa regulamentada. Em 24 de janeiro, os casos da COVID-19 começaram a ser diretamente relatados online.

◆ Em contraste com as medidas de resposta da China, o governo dos EUA não havia declarado uma emergência nacional até 13 de Março, 70 dias depois de ter sido notificado pela China do novo vírus em 3 de janeiro de 2020, 40 dias depois de ter fechado suas fronteiras em 2 de fevereiro para todos os cidadãos chineses e estrangeiros que tinham viajado na China em 14 dias.

◆ Em 1º de maio, o CDC dos EUA postou em seu site um relatório elaborado pela sua principal vice-diretora Dra. Anne Schuchat e a Equipe de Resposta à COVID-19. De acordo com o relatório, após "o primeiro caso confirmado da doença de coronavírus 2019 (COVID-19) nos Estados Unidos ser relatado em 21 de janeiro de

2020", o "surto apareceu contido em fevereiro e, em seguida, acelerou rapidamente.” Isso demonstra que "vários fatores contribuíram para a propagação acelerada durante fevereiro e março nos Estados Unidos, incluindo importações associadas a viagens continuadas, grandes aglomerações, introduções do vírus em locais de alto risco e áreas densamente povoadas e transmissão despercebida resultante de testes limitados e propagação assintomática e pré-sintomática.”

9. Acusação: Para encobrir a situação epidêmica, a China prendeu o Dr. Li Wenliang, o primeiro a fazer um alerta público.

Realidade: O Dr. Li Wenliang não foi o primeiro a fazer o alerta e não foi preso.

◆ Todos os países têm regras estritas sobre a confirmação de doenças infecciosas. Esta é uma prática comum.

◆ A lei chinesa sobre prevenção e tratamento de doenças infecciosas estabeleceu procedimentos de aprovação rigorosos e regras para a notificação, verificação e divulgação de informações de uma doença infecciosa.

◆ Dr. Zhang Jixian, um médico respiratório, foi o primeiro a relatar casos de COVID19 e foi condecorado por esta contribuição.

◆ Na tarde de 30 de dezembro de 2019 (três dias após o Dr. Zhang Jixian ter relatado casos de infecção desconhecida e um dia antes de Wuhan divulgar a informação relevante), o Dr. Li Wenliang, um oftalmologista, enviou uma mensagem ao seu grupo WeChat. Ele alegou que havia "sete casos confirmados de SARS" e pediu ao grupo para não espalhar a informação. No entanto, as imagens vazadas da conversa espalharam-se rapidamente na Internet e causaram pânico.

Em 3 de janeiro de 2020, a polícia local de Wuhan pediu a Dr. Li para ir a uma delegacia para uma investigação, e pediu-lhe para parar de espalhar informações não confirmadas, emitindo-lhe uma carta de advertência.

Em meados de janeiro, o Dr. Li começou a mostrar sintomas de infecção. E em 31 de janeiro, foi confirmado que ele estava infectado com a COVID-19. Em 7 de fevereiro, o Dr. Li faleceu depois de todas as medidas de resgate terem sido esgotadas. No mesmo dia, a Comissão Nacional de Saúde expressou publicamente condolências pela sua morte. A Comissão Nacional de Supervisão decidiu enviar um grupo de inspeção a Wuhan para investigar questões relacionadas com o Dr. Li.

Em 19 de março, o grupo de inspeção divulgou as suas conclusões e realizou uma conferência de imprensa. O Departamento de Segurança Pública de Wuhan anunciou a decisão sobre o assunto, apontando para a aplicação errada das disposições legais no caso do Dr. Li e revogou a carta de advertência.

◆ O Dr. Li Wenliang era um bom médico. Ele era um membro do Partido Comunista da China e não uma suposta "figura contra o regime". Em 5 de março, ele foi nomeado um "modelo nacional de trabalhador de saúde no Combate à COVID-19". Em 2 de abril, ele foi homenageado como mártir.

Rotular o Dr. Li Wenliang como um "herói contra o regime" ou um "vigilante" é muito desrespeitoso para o Dr. Li e sua família. Trata-se de uma manipulação puramente política, sem noção de decência. Em 28 de abril, o Comitê Central da Liga da Juventude Comunista da China e da Confederação da Juventude de Toda a China emitiram conjuntamente a 24ª condecoração da "Medalha de 4 de Maio" para honrar representantes e modelos de jovens chineses, e o Dr. Li Wenliang estava entre os homenageados. O The Independent Media Institute realizou uma investigação completa sobre como a mídia fez uma reportagem injusta sobre o Dr. Li e concluiu que é simplesmente ilógica a tentativa da mídia ocidental ao descrever o que aconteceu com o Dr. Li como evidência da ocultação de informações sobre o vírus pelo governo chinês.

https://independentmediainstitute.org/growing-xenophobia-against-china-in-themidst-of-coronashock/?from=singlemessage&isappinstalled=0

10. Acusação: A China chegou tarde demais para divulgar informações sobre transmissão humano para humano. Como resultado, os EUA e o resto do mundo não tinham adquirido conhecimento suficiente sobre o quão contagioso e letal o vírus era e, portanto, não conseguiram responder rapidamente o suficiente.

Realidade: As mensagens da China e da Organização Mundial de Saúde foram oportunas e consistentes. Os EUA sempre souberam do perigo do vírus.

◆ É necessário um rigoroso processo científico para determinar se um novo vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa.

Em 9 de janeiro, um grupo de peritos chineses já havia confirmado nos meios de comunicação que o patógeno era preliminarmente determinado como um novo coronavírus.

Em 20 de janeiro, o grupo de peritos de alto nível da Comissão Nacional de Saúde informou os meios de comunicação de que o novo coronavírus poderia ser transmitido de pessoa para pessoa. Nesse dia, os EUA não relataram nenhum caso confirmado.

Em 23 de janeiro, a China enviou um poderoso aviso ao mundo, colocando Wuhan, uma cidade de 12 milhões de pessoas, sob confinamento. Nesse dia, os EUA reportaram apenas um caso.

◆ Em 22 de Janeiro, a OMS emitiu um aviso sobre o risco potencial de transmissão humano para humano em seu site.

Em 27 de Janeiro, a OMS elevou de moderado para alto o nível de risco imposto pela COVID-19 ao mundo, indicando que o risco na China era muito alto e alto, a nível regional.

Em 30 de janeiro, o Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional da OMS realizou uma reunião e declarou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII).

◆ Os EUA foram o primeiro país a retirar pessoal de seu consulado-geral em Wuhan e o primeiro a anunciar restrições de entrada para os cidadãos chineses: já em 25 de janeiro, os EUA anunciaram a decisão de fechar o Consulado-Geral em Wuhan e retirar o seu pessoal. No dia 2 de fevereiro, os EUA anunciaram a decisão de fechar as fronteiras a todos os cidadãos chineses e estrangeiros que tinham estado na China nos 14 dias anteriores, nesse dia, havia apenas oito casos relatados.

◆ Só no início de março é que o governo dos EUA reconheceu seriamente o perigo e a gravidade da propagação do vírus no país.

◆ Em um artigo de opinião, Jeffrey Sachs, um renomado economista e Diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia, criticou o governo dos EUA por fazer acusações imprudentes contra a China, chamando-os de ilógicos e perigosos. Ele disse que a afirmação do governo dos EUA de que a China é a causa dos problemas nos EUA é uma grande mentira e recorda o fim da era McCarthy. https://www.jeffsachs.org/blog/m222zmwdpm83mc32ntfbgr38hml4mj

◆ As autoridades de Taiwan alegaram que seu CDC havia alertado a OMS da existência da transmissão humano para humano de COVID-19 em um e-mail no final de dezembro de 2019, mas a OMS reteve essa informação do mundo. Em resposta a esta alegação, o Dr. Michael Ryan, Diretor Executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, esclareceu em 4 de maio que o e-mail enviado de Taiwan em 31 de dezembro de 2019 não era um aviso, mas um pedido de mais informações sobre casos de pneumonia atípica relatados por fontes de notícias.

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/transcripts/who-audioemergencies-coronavirus-press-conference-04may2020.pdf?sfvrsn=3ef4c516_4

11. Acusação: A China não é transparente na divulgação de dados. O seu número oficial de casos confirmados e mortes é demasiado baixo para ser verdade e os números reais são pelo menos 50 vezes maiores.

Realidade: A China tem sido totalmente aberta e transparente em os seus dados sobre a COVID-19. Os dados podem muito bem suportar o teste da história.

◆ A partir de 21 de janeiro, a Comissão Nacional de Saúde da China (NHC) começou a atualizar o público diariamente sobre a situação da COVID-19 do dia anterior em seu site oficial e através de suas contas de mídia social. A partir de 27 de janeiro, o grupo de trabalho interministerial do Conselho de Estado contra a COVID-19 vem realizando briefings de imprensa diários para divulgar informações-chave e responder a perguntas da mídia nacional e estrangeira. Mais de 3.000 conferências de imprensa foram realizadas a nível nacional e provincial. Funcionários do governo, médicos, especialistas e pacientes recuperados falaram com a imprensa sem se esquivar de quaisquer perguntas.

http://paper.people.com.cn/rmrb/html/202005/05/nw.D110000renmrb_20200505_2-03.htm

◆ Estes dados da COVID-19 constituem uma base importante para a decisão da China de retomar o trabalho e a produção com as medidas de contenção necessárias em vigor e restaurar a normalidade da ordem econômica e social. O caso que ilustra isso é a suspensão do lockdown de 76 dias de Wuhan após uma queda contínua nas infecções.

◆ O número relativamente baixo de casos confirmados e de óbitos da China é por causa das medidas mais abrangentes, rigorosas e minuciosas prontamente tomadas pelo governo chinês, como por exemplo colocar Wuhan em lockdown. A revista Science estimou em um de seus relatórios que estas medidas ajudaram a prevenir pelo menos 700.000 infecções na China.

◆ O governo chinês sempre coloca as pessoas em primeiro lugar. Na sua luta contra a COVID-19, salvar vidas é a prioridade do governo. A China expandiu a internação e o tratamento para atender a demanda e salvar o maior número possível de pacientes. Todos os casos suspeitos e contatos próximos foram colocados em quarentena em locais designados para cortar a cadeia de transmissão e impedir a propagação do vírus. É por isso que a taxa de infecção nacional da China tem permanecido relativamente baixa. Só na província de Hubei, mais de 3.600 pacientes com idade igual ou superior a 80 anos foram curados, incluindo sete centenários.

◆ Na noite de 22 de janeiro, o Diretor-Geral Tedros Adhanom observou em Genebra que a "cooperação e transparência da China é muito, muito louvável". Em uma entrevista com a mídia dos EUA em março, o Dr. Bruce Aylward, líder de equipe de especialistas da Missão Conjunta OMS-China para a COVID-19, respondeu a questionamentos sobre os dados oficiais da China, dizendo que ele não viu "nada que sugira manipulação de números".

◆ Em 3 de Março, o Dr. Bruce Aylward, conselheiro sênior do Diretor-Geral da OMS, observou em uma entrevista com a mídia americana VOX que a China não está escondendo nada. E os dados que ele coletou através de conversas com médicos de vários hospitais e outras partes interessadas poderiam ajudar a corroborar os dados da China. https://www.vox.com/2020/3/2/21161067/coronavirus-covid19-china

◆ Em 28 de abril, dois economistas, o americano Christoffer Koch e o inglês Ken Okamura, publicaram conjuntamente um artigo baseado em estudos dos dados da China, Itália e EUA. Eles descobriram que as infecções confirmadas na China correspondem à distribuição esperada na Lei de Benford e são semelhantes às dos EUA e da Itália. Assim, concluíram que não há possibilidade de manipulação de números.

◆ Em 29 de abril, o professor de Yale, Nicholas A. Christakis, coautor do artigo na revista Nature intitulado “Fluxo Populacional Conduz Distribuição Espaço-Temporal da COVID-19 na China”, twittou que "a propósito, este resultado lança luz sobre a precisão dos relatórios chineses sobre COVID-19, porque informações obtidas de fonte totalmente diferente (telco mobilidade) prevê muito bem a contagem de casos, de acordo com as expectativas epidemiológicas”. https://twitter.com/NAChristakis/status/1255466011672879109

◆ Em 5 de maio, o Dr. Gauden Galea, representante da OMS na China, disse que "a OMS tem tido uma constante comunicação técnica com a China desde 3 de janeiro sobre a gravidade, a dinâmica de transmissão e a possibilidade de transmissão contínua de humano para humano, evolução clínica e a eficácia dos tratamentos, e a OMS forneceu informações detalhadas para a comunidade internacional, no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).”

http://www.xinhuanet.com/politics/2020-05/06/c_1125945126.htm

12. Acusação: A revisão do número de casos confirmados e mortes em Wuhan mostra novamente que a China encobriu grande quantidade de casos nos primeiros dias de COVID-19.

Realidade: A revisão de dados feita por Wuhan é uma prática internacional comum. Na realidade, prova que a China é aberta, transparente e responsável.

◆ Em 17 de abril, em conformidade com a Lei da República Popular da China sobre a Prevenção e Tratamento de Doenças Infecciosas, o Regulamento sobre a Contingência e Resposta a Emergências de Saúde Pública, a Norma de Implementação da Lei de Estatísticas da República Popular da China e as Normas Administrativas de Registro de Óbito (lei provisória), a prefeitura de Wuhan emitiu um comunicado, que retificou o número de casos confirmados para 50.333, com um aumento de 325 casos, e o número de óbitos por COVID-19 para 3.869, com um aumento de 1.290 casos.

◆ Foi por um alto senso de responsabilidade com a história, a população e as vidas perdidas pelo coronavírus que Wuhan tomou a iniciativa de revisar os números para refletir os fatos. Há quatro razões para a diferença entre os números:

Primeiro, no início do surto, os recursos hospitalares se esgotaram devido ao crescimento acelerado de casos. Alguns pacientes que não puderam ser hospitalizados morreram em casa.

Segundo, durante o pico da COVID-19, os hospitais estavam sobrecarregados e os médicos estavam ocupados com o tratamento dos pacientes, o que, na prática, resultou em relatórios atrasados, inadequados ou imprecisos.

Terceiro, com a rápida ampliação da capacidade hospitalar para o tratamento de COVID-19, incluindo hospitais públicos centrais, provinciais, municipais e distritais, bem como hospitais empresariais, particulares e de campanha, algumas dessas instituições deixaram de registrar ou relatar casos a tempo na rede integrada de informações.

Quarto, a informação de alguns óbitos estava incompleta. Alguns deles foram relatados em duplicata ou de forma imprecisa.

◆ A fim de garantir a exatidão dos números revisados, Wuhan criou uma força tarefa para analisar o big data e fazer investigações epidemiológicas. Para eliminar as duplicidades e completar as informações de casos confirmados e óbitos, foram cruzados os dados das seguintes plataformas on-line: o Sistema Municipal de Big Data para o Combate Epidêmico, o Sistema Municipal de Serviço Funerário, o Sistema de Informações e Administração Médica de COVID-19 e o Sistema Municipal de Teste RT-PCR para COVID-19. Já no âmbito off-line, foram recolhidos os dados completos de todos os lugares relacionados com a doença, incluindo ambulatórios para pacientes com febre, hospitais convencionais e de campanha, postos de quarentena, condomínios com casos confirmados, assim como presídios, centros de detenção, casas de repouso e outros locais especiais administrados por autoridades policiais, judiciárias e civis. As informações de cada paciente foram cruzadas com os dados de instituições médicas, bairros, delegacias comunitárias, empregadores e familiares para garantir a exatidão de cada caso individual.

◆ A revisão das normas estatísticas é praxe internacional. Por exemplo, em 29 de abril, o governo do Reino Unido começou a contar óbitos fora dos hospitais e, por conseguinte, revisou os seus números. Em 17 de abril, o governo espanhol publicou um decreto exigindo que as comunidades autônomas harmonizassem o padrão de coleta de dados, e declarou que os números publicados seriam revisados.

13. Acusação: A China espalhou desinformações sobre a COVID-19.

Realidade: A China sempre foi aberta e transparente na divulgação de informações. Por outro lado, nos Estados Unidos, alguns políticos, acadêmicos e meios de comunicação hostis à China vêm caluniando e atacando o país. A China é vítima da desinformação.

◆ O governo chinês, de maneira aberta, transparente e responsável, tem compartilhado com o mundo as últimas informações sobre a doença e as experiências de resposta à epidemia, além de buscar cooperação internacional. As ações da China são altamente elogiadas pela comunidade internacional.

Até 8 de maio, o presidente Xi Jinping participou da Cúpula Extraordinária de Líderes do G20 sobre a COVID-19 e recebeu 49 telefonemas de 39 chefes de Estado e de Governo e líderes de organizações internacionais; o primeiro-ministro Li Keqiang recebeu 13 telefonemas de 11 líderes estrangeiros e chefes de organizações internacionais e participou da Cúpula Especial da ASEAN Mais Três sobre a COVID19; o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores Wang Yi conversou com 48 ministros das Relações Exteriores e chefes de organizações internacionais em 80 telefonemas.

A abertura da China no compartilhamento das experiências de resposta, bem como a importante contribuição do país para a cooperação internacional contra a COVID19 não só têm sido aplaudidas, como gozam de amplo reconhecimento internacional.

◆ Em entrevista online à CNN no dia 27 de abril, o editor-chefe da revista médica The Lancet, Richard Horton, disse que a China informou imediatamente a Organização Mundial da Saúde assim que obteve informações sobre o coronavírus em 31 de dezembro de 2019. "Devemos ser gratos às autoridades chinesas e também à Organização Mundial da Saúde porque eles fizeram todo o possível para alertar o mundo sobre a gravidade dessa pandemia", acrescentou Horton.

◆ Durante a 33ª Cúpula da União Africana na Etiópia, o presidente da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Tijjani Muhammad-Bande, disse à imprensa que a Missão Permanente da China nas Nações Unidas forneceu à ONU um briefing detalhado sobre a COVID-19. Bande salientou, ainda, que a divulgação oportuna e transparente de informações sobre a COVID-19 pelo governo chinês ajudou o mundo a informar-se da situação na China e facilitou a cooperação multilateral contra o vírus.

◆ Em 20 de abril, o site de notícias independente norte-americano The Grayzone revelou que jornalistas conservadores estavam colaborando com o governo dos EUA em uma campanha de desinformação contra a China: o jornalista Josh Rogin, do Washington Post, que construiu sua carreira com notícias falsas, produziu um artigo duvidoso em 14 de abril. No artigo, ele escolheu trechos de um telegrama da embaixada dos EUA em Pequim e identificou, de forma enganosa, um ativista antichinês como "cientista". Na noite de 15 de abril, o senador republicano Tom Cotton divulgou uma teoria da conspiração e afirmou que o governo chinês deveria ser obrigado a pagar por todos os prejuízos causados pela COVID-19. Em 17 de abril, o secretário de Estado Mike Pompeo levou essa tese descabida ao cenário global e exigiu acesso ao Instituto de Virologia de Wuhan para investigação.

https://thegrayzone.com/2020/04/20/trump-media-chinese-lab-coronavirusconspiracy/amp/?__twitter_impression=true

14. Acusação: O sistema político chinês é a raiz do problema.

Realidade: O vírus não faz distinção entre ideologias ou sistemas sociais.

O Partido Comunista da China (PCCh) e o governo chinês

desempenharam um papel decisivo e crucial ao liderar o povo chinês na bem-sucedida luta contra a COVID-19. O sistema político da China, que efetivamente uniu e mobilizou 1,4 bilhão de pessoas em um vasto território de 9,6 milhões de quilômetros quadrados, forneceu uma forte garantia política para que a China pudesse superar as dificuldades enfrentadas por um país em desenvolvimento e conseguisse reunir todos os pontos fortes e recursos disponíveis para vencer a batalha contra o vírus. O que aconteceu mostra que o sistema social e o caminho de desenvolvimento escolhidos pelo povo chinês atendem às condições nacionais da China e que o PCCh desfruta de apoio firme e amplo do povo chinês. E a China não tem intenção de exportar seu sistema político.

◆ Em 23 de janeiro, o comitê municipal de resposta à COVID-19 anunciou a suspensão temporária das viagens com origem ou destino na cidade de Wuhan. Dois dias depois, 30 unidades administrativas de nível provincial da China declararam alerta máximo por causa da doença. A partir de 24 de janeiro, 42.000 profissionais da saúde de toda a China, reunidos em mais de 330 equipes médicas, partiram para a linha de frente na província de Hubei. Na noite de 25 de janeiro, três equipes médicas do Exército de Libertação Popular voaram de Xangai, Chongqing e Xi'an para Wuhan. Dezenove províncias criaram parcerias com 16 municípios de Hubei, exceto Wuhan, para enfrentar o vírus. Os principais insumos médicos e produtos básicos foram continuamente enviados de todo o país para Hubei.

◆ A China mobilizou enormes recursos humanos e materiais para construir, em 10 dias, o Hospital Huoshenshan, com 1.000 leitos, e, em 15 dias, o Hospital Leishenshan, com 1.600 leitos. A uma média de um hospital a cada dia e meio, foram montados ao todo 16 hospitais de campanha para acomodar mais de 13.000 pacientes.

◆ Desde o estágio inicial de sua resposta à COVID-19, a China conseguiu garantir a detecção, notificação, quarentena e tratamento precoces dos casos da doença. Os melhores recursos humanos e materiais foram concentrados no tratamento dos pacientes em estado grave. Implementou-se em todas as comunidades residenciais um rastreamento geral de casos e adotou-se um sistema de gestão em grade para garantir o acesso a testes, quarentena e tratamento hospitalar.

◆ Na resposta à COVID-19 em Wuhan, mais de 44.500 funcionários do Partido de nível primário foram enviados a13.800 comunidades residenciais para construir uma forte linha de defesa contra o vírus. As medidas de distanciamento social foram apoiadas e rigorosamente cumpridas em todo o país, restringindo de forma efetiva a disseminação do vírus.

◆ Os esforços da China na resposta à COVID-19 foram altamente elogiados pela comunidade internacional. Em reunião com o presidente Xi Jinping em 28 de janeiro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, observou que a China respondeu com rapidez e escala raramente vistas no mundo, dando mostras de celeridade, amplitude e eficiência. Outros países podem aprender com a experiência da China. Em entrevista coletiva na sede da União Africana em 8 de fevereiro, o SecretárioGeral da ONU, António Guterres, também elogiou a China pelos esforços "notáveis" para conter o vírus.

◆ Na entrevista coletiva da Missão Conjunta OMS-China para a COVID-19, em 24 de fevereiro, o Conselheiro Sênior do Diretor-Geral da OMS, Bruce Aylward, disse que o esforço de contenção de doença lançado pela China é, provavelmente, o mais ambicioso, ágil e agressivo da História. A abordagem ousada da China mudou o curso da doença e é a única medida bem-sucedida que se conhece até agora para conter a COVID-19.

◆ Em 6 de maio, a agência de informações Blackbox Research, de Singapura, divulgou os resultados de uma pesquisa on-line com 12.500 pessoas em 23 economias, realizada em conjunto com a agência de pesquisa de mercado Toluna. Os entrevistados foram convidados a avaliar as medidas de contenção do coronavírus adotadas por seus governos de acordo com quatro indicadores: liderança política, liderança corporativa, comunidade e mídia. A parte continental da China teve a pontuação mais alta da pesquisa, com 85 pontos em 100. 85% dos entrevistados na parte continental expressaram confiança de que a China sairá fortalecida da crise.

https://www.cnbc.com/2020/05/07/coronavirus-china-vietnam-uae-top-listas-citizens-rank-government-response.html

15. Acusação: A China expulsou jornalistas dos EUA para ocultar a verdade sobre a COVID-19.

Realidade: A medida tomada pela China foi uma resposta à opressão que a mídia chinesa há muito vem sofrendo nos EUA, e, em especial, à recente expulsão de 60 jornalistas chineses. A China divulgou informações de forma aberta, transparente, responsável e tempestiva.

◆ Os EUA têm escalado suas críticas políticas contra os meios de comunicação chineses nos EUA. Em dezembro de 2018, o Departamento de Justiça dos EUA exigiu que a CGTN America se registrasse como um "representante estrangeiro". Em 18 de fevereiro de 2020, o Departamento de Estado dos EUA designou cinco entidades de mídia chinesas nos EUA, incluindo a Agência de Notícias Xinhua, como "missões estrangeiras".

◆ Os EUA adotaram uma política discriminatória de vistos para jornalistas chineses. Por exemplo, concedem apenas vistos de entrada única a jornalistas chineses baseados nos EUA. Desde 2018, mais de 30 jornalistas chineses tiveram seus pedidos de visto adiados indefinidamente ou até mesmo negados pelos EUA.

◆ Em 2 de março de 2020, o Departamento de Estado dos EUA instituiu um limite de pessoal para as cinco organizações de mídia chinesas designadas como "missões estrangeiras", com a intenção de reduzir o número de funcionários chineses em cerca de 40% até 13 de março. Isso equivale à expulsão de fato de 60 jornalistas chineses.

◆ Desde o início da COVID-19, a China atualiza diariamente os dados relevantes on-line de maneira aberta, transparente e responsável. Todos os dias úteis, jornalistas estrangeiros baseados na China podem participar de entrevistas coletivas realizadas pela força-tarefa interministerial do Conselho de Estado, pelo Escritório de Informações do Conselho de Estado e pelo Ministério de Relações Exteriores, onde podem levantar questões de seu interesse sobre o vírus. Eles têm entrevistado funcionários dos governos central e local, além de especialistas e pesquisadores. Muitos jornalistas estrangeiros foram a Wuhan para apurar informações em primeira mão e publicaram muitas reportagens. Todos esses fatos mostram que o mundo tem acesso desimpedido a informações sobre a situação na China.

◆ A China sempre considera bem-vindas as entrevistas e reportagens realizadas por meios de comunicação e jornalistas estrangeiros no país respeitando a legislação vigente. Continuaremos a lhes oferecer facilidades e assistência. O que nos opomos é o viés ideológico contra a China, notícias falsas fabricadas sob o pretexto da liberdade de imprensa e atos que violam a ética do jornalismo.

16. Acusação: A China controla e suborna a OMS.

Realidade: A China apoia firmemente o multilateralismo. Mantemos boa comunicação e cooperação com a OMS. Em nenhum momento tentamos manipular a Organização. A suspensão do financiamento pelos EUA, o maior colaborador da OMS, foi amplamente contestada pela comunidade internacional.

◆ A OMS é uma agência especializada da ONU responsável pela segurança da saúde pública. Congrega 194 estados membros. Dos 21 integrantes da equipe de direção da sede da organização, 11 são dos EUA, União Europeia, Canadá e Austrália, e apenas um é da China. Todos são médicos, epidemiologistas, socorristas e especialistas em saúde pública. https://www.who.int/dg/who-headquarters-leadership-team

◆ Em 2018 e 2019, a China foi o terceiro maior doador de contribuições obrigatórias da OMS, depois dos EUA e do Japão. Segundo a OMS, as contribuições obrigatórias representam menos de um quarto do financiamento total, sendo as demais contribuições voluntárias. Contando as duas fontes de financiamento, a China é o nono maior contribuinte. E se também forem levadas em consideração doações de empresas e ONGs, a posição da China no ranking seria ainda mais baixa.

17. Acusação: Taiwan alertou a OMS sobre a transmissão da COVID-19 entre humanos já em 31 de dezembro de 2019, mas não foi levada a sério.

Realidade: A região chinesa de Taiwan não enviou nenhum aviso à OMS.

O que fez foi pedir mais informações à organização depois que a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan relatou a doença.

◆ Depois que Wuhan notificou casos de pneumonia de causa desconhecida em 31 de dezembro de 2019, o departamento de saúde local de Taiwan enviou uma carta à Comissão Nacional de Saúde (CNS) solicitando mais detalhes sobre as informações divulgadas pela Comissão Municipal de Saúde de Wuhan. A CNS respondeu prontamente por escrito através dos pontos de contato designados conforme o Acordo de Cooperação do Estreito em Medicina e Assuntos de Saúde Pública. No mesmo dia, o departamento de saúde de Taiwan enviou o chamado "email de alerta" à OMS. O e-mail não faz referência à transmissão entre humanos. Trata-se, principalmente, de um pedido de informações da OMS. Os fatos são claros. A parte continental da China foi a primeira a divulgar as informações, o departamento de saúde de Taiwan apenas transmitiu a mensagem. Não é fato que “Taiwan relatou primeiro à OMS”.

◆ A OMS esclareceu repetidas vezes que a região chinesa de Taiwan não fez um "alerta", mas simplesmente solicitou informações relevantes. A OMS já havia recebido várias solicitações de informação de outras partes antes de Taiwan enviar o seu e-mail. Em 20 de abril, a OMS voltou a esclarecer o assunto em nota à imprensa, observando que somente em 21 de janeiro o primeiro caso de COVID-19 foi confirmado na região chinesa de Taiwan. Antes disso, Taiwan não possuía informações em primeira mão sobre casos clínicos, muito menos a capacidade de determinar se havia transmissão entre humanos.

18. Acusação: A China bloqueou a tentativa de Taiwan de se associar à OMS, colocando em risco a saúde da população local.

Realidade: Taiwan, como parte da China, não tem o direito, reservado aos Estados soberanos, de se tornar membro da OMS. O canal de cooperação técnica entre Taiwan da China e a OMS não tem impedimentos.

◆ Somente os Estados Membros da ONU estão aptos a se tornar membros da OMS, uma agência especializada da ONU composta por Estados soberanos. Taiwan, como parte da China, não tem o direito de solicitar a adesão à OMS.

◆ Ao aderir ao Regulamento Sanitário Internacional (2005) (RSI), a China declarou que o RSI se aplica a todo o território da República Popular da China, incluindo a Região Administrativa Especial de Hong Kong, a Região Administrativa Especial de Macau e a Província de Taiwan.

◆ Conforme o acordo entre o governo chinês e a OMS, foram criados um Ponto Focal do RSI em Taiwan da China e uma conta para que a região possa acessar o Site de Informações de Eventos da OMS e obter atualizações em tempo real sobre emergências globais de saúde pública divulgadas pela organização. Não há barreiras à cooperação técnica entre Taiwan da China e a OMS. Entre o início de 2019 e o início de maio de 2020, 24 pessoas de 16 grupos de especialistas de Taiwan participaram das conferências técnicas realizadas pela OMS.

◆ Desde o início da COVID-19, a Comissão Nacional de Saúde da China forneceu informações em tempo útil à região de Taiwan. Até 6 de maio, a parte continental da China havia fornecido a Taiwan 148 atualizações sobre a situação. Em meados de janeiro, a parte continental organizou uma visita de campo a Wuhan para que especialistas de Taiwan pudessem conhecer os protocolos de diagnóstico e tratamento de casos confirmados e as medidas de resposta à COVID-19.

19. Acusação: A China é responsável pela disseminação global da COVID19. É preciso abrir investigações e ações judiciais contra a China para responsabilizá-la e fazê-la pagar pela COVID-19.

Realidade: Não existe base legal para responsabilizar a China e fazê-la pagar pela COVID-19. Essencialmente, alguns políticos dos EUA estão tentando tirar dos ombros da agenda política doméstica a culpa pela situação.

◆ A COVID-19 é um desastre natural, não foi criada artificialmente. A China, como outros países, é uma vítima, não culpada.

◆ Uma pandemia é uma emergência global de saúde pública. Não existe “responsabilidade de Estado” do primeiro país a relatar casos. O HIV/AIDS foi detectado pela primeira vez nos EUA na década de 1980 e, desde então, se espalhou pelo mundo todo, mas a comunidade internacional nunca exigiu que os EUA assumissem a responsabilidade ou pagassem reparações.

◆ Os EUA não têm base legal para exigir que a China seja responsabilizada e pague pela COVID-19. De acordo com o Direito Internacional, a responsabilidade de Estado ocorre quando os atos do Estado responsável constituem uma violação do direito internacional e há um nexo de causalidade entre esses atos e as perdas sofridas pelo Estado lesado. A resposta à COVID-19 da China não viola nenhuma lei internacional, nem tem relação causal com quaisquer perdas que os EUA possam sofrer devido ao surto maciço do vírus. A tentativa dos EUA nas chamadas investigações sobre a resposta da China baseia-se na presunção de culpa.

◆ Não há tratado ou acordo bilateral entre a China e os EUA sobre eventos de saúde pública e emergência. Portanto, não pode haver violação de nenhuma obrigação bilateral. Embora o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) exija apenas que o Estado Parte notifique a OMS sobre um evento de saúde pública, a China ainda forneceu continuamente aos EUA atualizações sobre o vírus em tempo útil. Os EUA foram um dos primeiros países a serem informados sobre o vírus na China e, desde então, recebem atualizações contínuas. Diante da COVID-19, a China sempre atuou com abertura, transparência e senso de responsabilidade. A China prontamente divulgou informações e notificou a OMS sobre o vírus, tomou as medidas mais abrangentes, rigorosas e completas e cumpriu fielmente seus deveres e obrigações conforme o RSI

◆ Os chamados processos judiciais nos EUA são mal intencionados e infundados. Esses processos também são contrários aos princípios gerais do Direito. De acordo com o princípio da igualdade soberana conforme o Direito Internacional, os atos soberanos do governo chinês em resposta à COVID-19 não estão sujeitos à jurisdição dos tribunais norte-americanos. Esses processos infundados não apenas prejudicam a resposta dos EUA à doença, como também contrariam a cooperação internacional no combate à COVID-19.

◆ Em 4 de maio, a Nature, uma das principais revistas acadêmicas do mundo, publicou um estudo de especialistas da China, EUA e Reino Unido. Através de uma estrutura de modelagem, o estudo concluiu que os três principais conjuntos de Intervenções Não Farmacêuticas (NPIs) implementadas pela China -- restrições de viagens interurbanas; identificação e isolamento precoces dos casos; e restrições de contato e distanciamento social -- não apenas contiveram a disseminação da COVID19 no país, como deram ao mundo um tempo precioso para se preparar. O estudo aponta que, sem as NPIs combinadas, o número de casos de COVID-19 na China seria 67 vezes maior e chegaria a mais de 7 milhões.

20. Acusação: A China tem estocado insumos médicos e se beneficiado com a COVID-19. Aumentou a burocracia nas exportações de material médico e restringiu a exportação de insumos, especialmente ventiladores, causando escassez de equipamentos nos EUA.

Realidade: Apesar de ainda enfrentar a tarefa gigantesca de combater a COVID-19 em casa, a China tem fornecido insumos médicos a outros países da melhor maneira possível.

◆ O governo e o povo chinês enviaram muitas remessas de insumos médicos em maior demanda a mais de 150 países e organizações internacionais, e esses esforços ainda estão em andamento. A China também reforçou sua capacidade de produção e abriu prontamente seu mercado de insumos médicos e canais de exportação.

◆ De acordo com o Ministério do Comércio da China, entre 1 de março e 6 de maio, a China exportou insumos antiepidêmicos para 194 países e regiões. Dentre esses, 77 países e regiões, bem como 6 organizações internacionais assinaram, por meio de canais oficiais, contratos comerciais de aquisição de 216 lotes de insumos médicos da China. Estão em andamento negociações entre empresas chinesas e 71 países e regiões, além de 8 organizações internacionais, para a aquisição de 128 lotes de insumos.

◆ De acordo com estatísticas da Administração Geral das Alfândegas, de 1 de março a 30 de abril, a China exportou 71,2 bilhões de yuans em insumos antiepidêmicos, incluindo 27,8 bilhões de máscaras, 130 milhões de roupas de proteção, 73,41 milhões de kits de teste de ácido nucleico, 12,57 milhões de termômetros infravermelhos, 49.100 ventiladores, 124.000 monitores de pacientes, 43,63 milhões de óculos de proteção e 854 milhões de luvas cirúrgicas.

◆ As estatísticas da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que, entre 1 de março e 5 de maio, a China exportou para os EUA 6,6 bilhões de máscaras, 344 milhões de pares de luvas cirúrgicas, 44,09 milhões de roupas de proteção, 6,75 milhões de óculos protetores e quase 7.500 ventiladores.

◆ Estatísticas preliminares indicam que, até 6 de maio, unidades administrativas de nível provincial, bem como instituições e empresas da China doaram mais de 9,6 milhões de máscaras, 500.000 kits de teste, 305.900 pares de luvas (cirúrgicas e outras) e 133.500 óculos protetores a 30 estados e 55 cidades dos EUA.

◆ A China não restringe a exportação de insumos médicos. Medidas como o reforço do controle de qualidade de insumos antiepidêmicos são adotadas não para limitar as exportações, mas para fortalecer o controle de qualidade dos insumos médicos e garantir uma exportação ordenada e bem regulamentada.

◆ A capacidade da China de produzir ventiladores invasivos não é ilimitada, e algumas peças que precisam ser importadas estão em falta no mercado. Em vista disso, as empresas estão negociando com os importadores segundo as regras do mercado, mas o governo chinês nunca restringiu a exportação desses ventiladores.

21. Acusação: A assistência antiepidêmica da China a outros países serve a seus propósitos políticos e de propaganda.

Realidade: A assistência da China a outros países é uma retribuição da ajuda que essas nações gentilmente ofereceram à China na resposta à COVID-19. É também um passo concreto para construir uma comunidade de futuro compartilhado para a Humanidade.

◆ A China tem compartilhado extensivamente sua experiência de resposta, fornecendo insumos médicos e equipamentos de proteção e enviando equipes médicas para outros países. Desde meados de maio, a China lançou um centro de conhecimento on-line, publicou sete atualizações de protocolos terapêuticos e de diagnóstico e seis atualizações de planos de contenção, e criou um fundo de dois bilhões de yuans para a cooperação sobre a COVID-19. Os epidemiologistas chineses realizaram mais de 120 videoconferências com colegas de mais de 160 países e organizações internacionais. A China enviou insumos médicos a mais de 150 países e organizações internacionais e 21 equipes médicas a 19 países. Montou uma equipe de especialistas com a UE e um mecanismo conjunto de resposta e cooperação com a República da Coreia. A China doou US$ 50 milhões em dinheiro à OMS. Além disso, em resposta à Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida para os países mais pobres acordada em uma recente reunião do G20, a China concordou em suspender o pagamento do principal e dos juros de 77 dívidas de países em desenvolvimento com vencimento entre 1 de maio e o final de 2020. Essas ações de apoio e assistência tiveram amplo reconhecimento da comunidade internacional, pois demonstram o espírito de solidariedade e de ajuda mútua da China em tempos de dificuldade e destacam a importância de construir uma comunidade de futuro compartilhado para a Humanidade.

22. Acusação: A China está interferindo nas eleições dos EUA e tentando, de todos os meios, impedir a reeleição de Trump.

Realidade: A China segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países. Na verdade, alguns políticos dos EUA têm tirado proveito dos ataques à China como tática eleitoral.

◆ A China adota uma política externa independente de paz e adere ao princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países. A eleição presidencial dos EUA é assunto interno daquele país. A China nunca interferiu, e não tem interesse em fazê-lo.

◆ Segundo revelou o site de notícias Politico, o Comitê Nacional Senatorial Republicano enviou aos comitês de campanha um memorando de 57 páginas que aconselhava os candidatos do Partido Republicano a lidar com a crise do coronavírus fazendo críticas agressivas à China. O memorando enfatiza três linhas principais de ataque: que a China causou a crise por "ocultar o vírus", que os democratas são "brandos demais com a China" e que os republicanos "pressionaram por sanções contra a China por seu papel na disseminação da pandemia". Os republicanos indicaram no memorando que planejam fazer da China uma peça central da campanha de 2020. Tudo isso mostra que responsabilizar e atacar a China se tornou uma "abordagem do governo como um todo" da campanha republicana.

https://www.politico.com/news/2020/04/24/gop-memo-anti-china-coronavirus-

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23. Acusação: Ao exigir que os exportadores de máscaras, kits de teste e ventiladores apresentem uma declaração para o desembaraço alfandegário, a China está de fato proibindo a exportação de insumos para a COVID-19.

Realidade: O objetivo dessa exigência é garantir um melhor controle de qualidade.

◆ O controle de qualidade rigoroso é de vital importância na produção e fornecimento de itens antiepidêmicos, pois vidas estão em risco nos países e regiões afetados.

◆ O governo chinês prioriza a qualidade e a segurança dos insumos médicos. As autoridades competentes intensificaram ações conjuntas para reforçar o controle de qualidade das exportações médicas e garantir procedimentos de exportação adequados. Ao barrar bens abaixo do padrão e ações de má-fé ou ilícitas, a China garante a qualidade das exportações médicas para apoiar da melhor forma a resposta global ao vírus.

◆ Essas medidas produziram bons resultados e receberam comentários positivos da comunidade internacional. A China não impõe restrições às suas exportações e não tem intenção de fazê-lo. Ao garantir a qualidade dessas exportações, as autoridades alfandegárias da China tomaram medidas para acelerar o desembaraço aduaneiro e melhorar ainda mais a facilitação.

24. Acusação: A província de Guangdong, na China, adotou medidas discriminatórias contra os africanos.

Realidade: As medidas de resposta COVID-19 da China se aplicam a chineses e estrangeiros sem discriminação. A China segue uma política de tolerância zero em palavras e ações discriminatórias.

◆ Apesar de suas próprias dificuldades, a China estendeu cuidados e proteção a todos os africanos no país, especialmente aos estudantes. Os mais de 3.000 estudantes africanos na província de Hubei, incluindo Wuhan, estão sãos e salvos, apenas um estudante contraiu o vírus, mas rapidamente se recuperou.

◆ A partir de 13 de abril, Guangzhou havia relatado um total de 26 casos importados entre estrangeiros, incluindo 19 africanos. As medidas reforçadas de teste e controle aplicam-se tanto a cidadãos chineses como a todos os estrangeiros na China. Eles não são categorizados em nenhuma nacionalidade ou raça. Seu objetivo é proteger a saúde pública e o bem-estar da população. Alguns incidentes isolados que ocorreram neste processo devido a falhas de comunicação ou mal-entendidos foram tratados oportuna e adequadamente por meio de uma comunicação estreita entre as autoridades chinesas competentes e funcionários do governo dos países africanos em questão. Em 18 de abril, o decano do Corpo de Consulados da África em Guangzhou confirmou que a Província de Guangdong e a Cidade de Guangzhou tomaram várias medidas para proteger os direitos e interesses dos expatriados africanos na região.

◆ No dia 13 de abril, o Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, disse que a África e a China são amigas e, mais importante, camaradas de armas, e seus destinos estão intimamente ligados. Ele acredita que a China não é um país que adotaria ações discriminatórias. Alguns diplomatas africanos na China observaram que a profunda amizade entre a África e a China resiste ao teste das vicissitudes e que nenhuma força externa pode impedi-la de crescer ainda mais.

◆ De acordo com uma reportagem veiculada pela BBC em 17 de abril, um vídeo amplamente compartilhado nas mídias sociais que mostrava um casal queniano sendo atacado nas ruas de Wuhan como resultado do estigma da COVID-19 foi, na realidade, filmado em Nova York.