• Claudia Godoy

Ullah Cheema exige direito da Caxemira de escolher seu próprio governo


O conselheiro da Embaixada do Paquistão, Azeem Ullah Cheema, exigiu hoje (26) o cumprimento de resolução das Nações Unidas para a solução do conflito na região da Caxemira. A região do norte do subcontinente indiano, está dividida entre a Índia, o Paquistão e a China. Hoje, ainda de acordo com a embaixada paquistanesa, a população caxemire do lado indiano, de maioria muçulmana, sofre com toque de recolher e bloqueio de acesso à internet e telefonia móvel. A Índia é majoritariamente hindu. Para o Paquistão, a Índia emergiu como a principal beneficiária dos ataques terroristas de 11 de setembro ao vincular o movimento caxemire pela liberdade ao terrorismo.

O conselheiro da embaixada do Paquistão, Azeem Ullah Cheema, (à esquerda) general de brigada e Adido Militar da embaixada paquistanesa, Muhammad Ahsan (à direita).

No ano passado, os artigos 370 e 35-A que garantiam estatuto especial ao estado de Jammu e Caxemira, além de anunciar a sua divisão em dois “territórios” indianos. A região é de maioria muçulmana enquanto a Índia é majoritariamente hindu. "Por causa do uso brutal de força pela Índia, Jammu e Caxemira estão sob toque de recolher(...).A mídia internacional foi banida do território, assim como o acesso à internet e telefonia móvel, atraindo críticas de ativistas dos direitos humanos sobre atrocidades cometidas pelas Forças de Ocupação da Índia e pelo governo extremista da Índia", declarou a embaixada do Paquistão.


“O espírito do povo da Caxemira não foi quebrado. (...)A questão (da Caxemira) deve ser resolvida de acordo com a resolução das Nações Unidas. É um direito do povo da Caxemira de escolher o seu próprio governo”, afirmou o ministro-conselheiro durante almoço com a imprensa.


"A recente revogação do artigo 370 e do artigo 35A pela Índia e ações subsequentes de cerco e inclusão ilegal e forçada dos territórios de Jammu e Caxemira à Índia deram um novo impulso à esta questão latente. Negar a realidade dos fatos com brutalidade e suprimir o clamor do povo caxemire pela libertação com o uso de força sem precedentes expôs a face indiana para o mundo inteiro", informou a embaixada do Paquistão por meio de nota.

A revogação do artigo 370 foi a maior mudança na região desde 1950 e o mais recente passo no sonho do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, de unificar o subcontinente indiano sob hegemonia hindu, o “Akhand Hindustão”.


“Trata-se de um conflito que envolve duas potências nucleares (Índia e Paquistão). Não é apenas uma questão regional, mas também de direitos humanos”, disse o general de brigada e Adido Militar da embaixada paquistanesa, Muhammad Ahsan.

As características demográficas da região também podem sofrer grandes alterações com a mudança de status da região da Caxemira. Os artigos 370 e 35A distinguia, por exemplo, os residentes permanentes dos estrangeiros. De 1954, o artigo salvaguardava que a população muçulmana era a maioria e proibia os estrangeiros de residir permanentemente, impedindo-os de comprar terras, possuir negócios, receber bolsas escolares e ocupar cargos do governo. Agora, milhares de hindus podem se instalar na região.


"A recente revogação do artigo 370 e do artigo 35A pela Índia e ações subsequentes de cerco e inclusão ilegal e forçada dos territórios de Jammu e Caxemira à Índia deram um novo impulso à esta questão latente. Negar a realidade dos fatos com brutalidade e suprimir o clamor do povo caxemire pela libertação com o uso de força sem precedentes expôs a face indiana para o mundo inteiro ", informou a .

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