• Claudia Godoy

Sputnik V provoca queda nas ações de Pfizer, Novavax e Moderna


A notícia de que o governo da Rússia registrou a Sputnik V, a primeira vacina para a Covid-19, provocou queda nas ações das principais empresas de biotecnologia e laboratórios envolvidos no desenvolvimento de um medicamento contra o novo coronavírus.

A queda das ações pode significar a certeza de que a vacina russa é eficaz e será bem-sucedida no combate ao novo coronavírus.

Com isso, se reduziria o tamanho do mercado potencial no mundo para os medicamentos em desenvolvimento e em consequência, os altos lucros. As empresas do setor chegaram a ver o crescimento em até 10 vezes no valor de suas ações no mercado


Nesta quinta-feira (13), as ações da Novavax, empresa norte-americana de desenvolvimento de vacinas, caíram 7,7% e as da Moderna, também dos EUA, sofreram queda de 2,5%. A multinacional, Pfizer, com sede nos Estados Unidos, a que registrou a menor baixa, de 0,8%.


Também podem significar, ainda, uma observação do estágio inicial dos estudos das vacinas desenvolvidas por esse e demais laboratórios, que ainda estão longe de ser uma certeza para a imunização das pessoas.


Analistas ponderam, no entanto, que ainda faltam informações e mais comprovação sobre a vacina russa.


A vacina russa foi apresentada evocando memórias do lançamento do satélite soviético em 1957, que abriu espaço para a exploração humana do espaço.


A Rússia recebeu pedidos de mais de 20 países para a compra de um bilhão de doses da vacina contra o coronavírus, segundo a agência Tass.