• Claudia Godoy

Sergey Lavrov lembra 75° aniversário do bombardeio atômico em Hiroshima

Atualizado: 9 de Ago de 2020


O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, lembrou, nesta quinta-feira (06), o aniversário de 75 anos do bombardeio atômico em Hiroshima. "Até hoje em dia, o terrível falecimento dos civis inocentes continua se repercutindo dolorosamente nos corações de milhões de pessoas", disse o ministro russo.

Em 9 de agosto de 1945, os EUA utilizaram arma nuclear contra a cidade de Nagasaki, Japão. Foi a segunda e a última vez que a arma foi usada na guerra.


No último 6 de agosto o chanceler russo, Sergey Lavrov, endereçou uma mensagem ao prefeito de Hiroshima, a outra cidade que também sofreu com a bomba nuclear dos EUA no início de agosto de 1945.

"O terrível falecimento dos civis inocentes continua se repercutindo dolorosamente nos corações de milhões de pessoas".

Veja a nota completa da Embaixada da Rússia


Mensagem do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Sergey Lavrov aos participantes da cerimónia comemorativa em Hiroshima por ocasião do 75º aniversário do bombardeamento atómico.


6 de agosto de 2020


Prezado Senhor Prefeito e moradores de Hiroshima,


Prezados organizadores, participantes e convidados da cerimónia comemorativa,


Este ano está marcado pelo 75º aniversário do fim da maior e mais sangrenta guerra na história da humanidade. Por esta razão, nos dirigimos não somente aos seus resultados, que garantiram a transição dos povos para os princípios da vida pacifica e formaram a base do sistema de relações internacionais contemporâneo, mas também relembramos as vítimas para assegurar que as tragédias daquela época jamais se repitam.


Em 6 de agosto de 1945 os Estados Unidos realizaram um ataque nuclear contra a cidade de Hiroshima e, três dias depois, contra Nagasaki. Até hoje em dia, o terrível falecimento dos civis inocentes continua se repercutindo dolorosamente nos corações de milhões de pessoas. Mesmo que conheçamos as razões e a história da Segunda Guerra Mundial, é difícil entender completamente o que guiava os organizadores e perpetradores deste ato desumano.


Os representantes soviéticos eram entre os primeiros observadores estrangeiros a visitarem o local da tragédia e colherem materiais detalhados que foram submetidos à liderança do país. Esta e outras informações sobre os resultados da investigação das consequências das explosões nucleares no Japão foram posteriormente publicadas e apresentadas à mais ampla comunidade internacional. Esperamos que os outros sigam o nosso exemplo, demonstrando respeito pela verdade histórica e assegurando transparência em relação a aqueles eventos.


Uma análise imparcial daquilo que aconteceu em agosto de 1945 confirma que as maiores capitais mundiais sem dúvida entendiam que a Segunda Guerra Mundial estava prestes a terminar. A ofensiva soviética no Extremo Oriente, como parte dos acordos entre os Aliados, não somente libertou a China e Coreia, mas também eliminou os motivos para o Japão continuar operações militares.

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