• Claudia Godoy

Paquistão protesta contra bloqueio às comunicações e ações ilegais da Índia na Caxemira.


A embaixada do Paquistão expressou indignação, nesta quarta-feira (05), ao lembrar os 365 dias de ações ilegais, como o bloqueio das comunicações da população da Caxemira. "É um crime contra a humanidade que destruiu vidas, onde meios de subsistência foram prejudicados, destruindo a identidade do povo de Jammu e Caxemira (IIOJK) ocupadas, ilegalmente, pela Índia", diz a embaixada paquistanesa por meio de nota.

A combinação extremista e expansionista do BJP-RSS, representada pelo atual governo indiano, está empurrando descaradamente a agenda "Hindutva", diz a nota da Embaixada do Paquistão.


Veja a nota completa da Embaixada do Paquistão

No dia de hoje marcam-se 365 dias do sem precedentes, desumano e do bloqueio à

comunicação das ações ilegais e unilaterais da Índia ocorridas em 5 de agosto de 2019.

É um crime contra a humanidade que destruiu vidas, onde meios de subsistência foram prejudicados, destruindo a identidade do povo de Jammu e Caxemira (IIOJK) ocupadas, ilegalmente, pela Índia.


Oito milhões de Caxemires foram feitos prisioneiros em suas próprias casas. Sua

comunicação com o mundo exterior foi deliberadamente revogada a fim de ocultar a escala de violação dos direitos humanos perpetrada contra eles pelas forças de

ocupação Indianas. Os jovens estão sendo martirizados extrajudicialmente em

"encontros falsos" e nas chamadas operações de "cordão e busca", quase que

diariamente, enquanto a verdadeira liderança política da Caxemira permanece

encarcerada.


A combinação extremista e expansionista do BJP-RSS, representada pelo atual governo indiano, está empurrando descaradamente a agenda "Hindutva". Tentando mudar a estrutura demográfica da região e transformar sua maioria Muçulmana em minoria, violando as Resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU, assim como as leis internacionais, particularmente da Quarta Convenção de Genebra. Como esperado, os Caxemires rejeitaram esses "engajamentos ilegais", assim como o Paquistão. Parlamentares, jornalistas, trabalhadores humanitários, organizações internacionais de direitos humanos e membros da comunidade internacional também levantaram suas vozes sobre as contínuas violações dos direitos humanos em IIOJK. A Índia encontra-se exposta diante do mundo, mais uma vez, como opressora e agressora. Suas chamadas credenciais seculares e democráticas permanecem totalmente desacreditadas.

Pelo bem do povo sitiado em IIOJK, pelo bem da justiça e da dignidade humana, é

imperativo que a comunidade internacional intervenha imediatamente a fim de

condernar, por meio de medidas práticas, as quais, forçarão a Índia a reverter seu curso atual contra o povo da Caxemira.

Deixe-me ser absolutamente claro: o Paquistão estará sempre com seus irmãos e irmãs em IIOJK. Jamais aceitaremos, assim como os Caxemires, as ações ilegais e opressivas da Índia contra o povo da Caxemira. A Índia ja falhou ao tentar fazer com que as vozes do povo da Caxemira nao atingissem a comunidade internacional. Agora, a Índia falhará

em forçar sua mentalidade majoritária "Hinduvta" a um povo que não deseja

comprometer e tampouco abrir mão de seus direitos e liberdades fundamentais.

A Índia deve perceber que o martírio de cada Caxemire e destruição de cada casa de Caxemires só fortalecerão ainda mais a determinação do povo em se libertar da

ocupação Indiana. Ao longo de todo o esforço dos Caxemires, o Paquistão se manterá lado a lado do povo até que eles realizem seu direito inalienável à autodeterminação por meio de plebiscito livre e imparcial sob os auspícios das Nações Unidas, de acordo com

as resoluções relevantes do CSNU.