• Claudia Godoy

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia diz serem "excessivas" medidas contra TikTok


A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, disse hoje considerar "severo" o banimento de "uma das maiores redes sociais, TikTok". Zakharova disse ainda que os russos consideram a medida "uma violação de um grande número de obrigações internacionais de Washington de assegurar uma distribuição livre e aberta de todas as formas de informação, bem como escolha livre das suas fontes, e de facilitar a cooperação nesta área".

O TikTok deve processar o governo americano após a ordem que determina o seu banimento a partir de 20 de setembro. A empresa deve entrar com uma ação federal nesta terça-feira (11) por meio do Tribunal Distrital da Califórnia, onde está sua sede nos EUA, para questionar a medida adotada pelo presidente Donald Trump.

A empresa vai alegar que a medida de banimento é inconstitucional porque não houve espaço para defesa. Também pretende argumentar que o governo americano não ofereceu evidências objetivas que comprovem que a rede social de vídeos curtos é um risco para a segurança nacional e a privacidade dos usuários. As informações são do site NPR.


Veja a nota completa da Embaixada da Rússia

Comentário da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia Maria Zakharova em relação ao funcionamento do aplicativo TikTok nos EUA


Consideramos que a ação restritiva excessivamente severa da parte norte-americana em relação a uma das maiores redes sociais, TikTok, é uma violação de um grande número de obrigações internacionais de Washington de assegurar uma distribuição livre e aberta de todas as formas de informação, bem como escolha livre das suas fontes, e de facilitar a cooperação nesta área.


Baseado em alegações infundadas, o banimento de todas as transações entre os cidadãos norte-americanos e a empresa chinesa ByteDance, proprietária do TikTok, no âmbito de uma campanha agressiva para força-la a vender o aplicativo às corporações estadunidenses é mais uma manifestação flagrante da competição econômica injusta na luta pela dominância no espaço internacional de informação.


As ações das autoridades dos EUA contradizem os princípios fundamentais da economia de mercado livre e violam as regras da OMC. A tentativa da liderança de Washington de justificar com os interesses da segurança nacional este ato de pressão sem cerimónias sobre o concorrente chinês com o objetivo de adquiri-lo parece especialmente cínica.


Apelamos a Washington a reconsiderar os seus métodos de competição para preservar o monopólio dos gigantes de TI norte-americanos no mercado internacional das redes sociais e a alinhá-los com os valores democráticos amplamente reconhecidos e direito internacional.


Esperamos que as estruturas internacionais e organizações de direitos humanos da área reajam de forma apropriada e deem uma avaliação imparcial destas ações.