• Claudia Godoy

EUA querem Brasil como maior produtor e exportador de petróleo do mundo, diz Chapman


"Segundo o Banco Central do Brasil, os Estados Unidos são, de longe, a maior fonte de estoques de investimento estrangeiro direto", disse o embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, nesta quinta-feira (20), aos estudantes de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.


Ainda de acordo com base nas estatísticas mais recentes, os estoques de IED  dos Estados Unidos totalizaram US$ 118 bilhões em 2018, representando 24% de todo o estoque de IED no Brasil. Em seguida vem a Espanha, com US$ 57 bilhões.

O embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman. Foto: Embaixada dos Estados Unidos.

O embaixador norte-americano disse que empresas americanas de energia estão implantando tecnologia de ponta com os parceiros brasileiros para promover a transição do Brasil para um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. "Os investimentos americanos em energia renovável e nuclear estão fornecendo fontes limpas de eletricidade para atender às crescentes necessidades energéticas do Brasil", garantiu, ainda, Chapman. 


O diplomata destacou que "esses temas são prioritários para o Fórum de Energia Estados Unidos–Brasil, criado em 2019. E esse investimento está indo em ambas as direções à medida em que as empresas brasileiras ampliam sua presença no mercado americano, comprando empresas americanas ou estabelecendo suas próprias, na agricultura, no processamento de alimentos e nos setores financeiros". 

Chapman acrescentou ver " bancos de investimento brasileiros investindo em empresas americanas e bancos de investimento dos Estados Unidos investindo em alguns dos unicórnios mais bem-sucedidos do Brasil, como Gympass, Wildlife Studio, Quinto Andar e Loggi". Para o diplomata, " essa é mais uma evidência de como os Estados Unidos e o Brasil compartilham uma relação de investimento de longa data".


"Os Estados Unidos veem o Brasil como um parceiro natural e um aliado na área de segurança", disse o embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, durante discurso para alunos do curso de Relações Internacionais da FGV. "Em reconhecimento disso, o presidente Trump designou, no ano passado, o Brasil como aliado preferencial extra-OTAN — um dos 16 países globais com essa designação", afirmou Chapman, afirmando, também, que "essa designação traz privilégios, incluindo acesso prioritário a equipamentos militares, novas oportunidades de pesquisa conjunta e uma plataforma para construir futura cooperação em defesa".


O embaixador lembrou, ainda, que em dezembro do ano passado,  o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Estados Unidos-Brasil entrou em vigor. "O acordo permite o uso da tecnologia de lançamento dos Estados Unidos no Centro de Lançamento Espacial de Alcântara e abre as portas para a colaboração comercial na economia espacial em rápido crescimento", disse o diplomata aos estudantes da FGV. 

Nos meses de maio e abril a Embaixada organizou um webinar com o presidente da Agência Espacial Brasileira com mais de 364 participantes. Há também novas parcerias com a NASA que estão sendo exploradas.


"Só este mês, o Brasil se tornou o primeiro país a realizar conversas com a Força Espacial dos Estados Unidos sobre maneiras de aprofundar nossa cooperação espacial de defesa", lembrou Chapman. "A nossa parceria espacial ajuda a garantir acesso responsável e seguro e uso do espaço para todos nós", afirmou ele.


 Em julho deste ano, o Diálogo lançou trabalhos sobre o desenvolvimento de um código de ética para nossas indústrias de defesa, um passo importante e visionário para nossos setores privados.

"Continuamos uma longa história de cooperação militar e estratégica. Assinamos nove acordos estratégicos de defesa apenas nos últimos cinco anos. Esses laços na área de segurança atestam a importância dos Estados Unidos estarem juntos com o Brasil – uma relação baseada em princípios democráticos, uma história comum de luta pela liberdade e a convicção de defender o direito à democracia no futuro", garantiu Chapman.


"Os Estados Unidos veem o Brasil como um parceiro natural e um aliado na área de segurança. Em reconhecimento disso, o presidente Trump designou, no ano passado, o Brasil como aliado preferencial extra-OTAN — um dos 16 países globais com essa designação. Essa designação traz privilégios, incluindo acesso prioritário a equipamentos militares, novas oportunidades de pesquisa conjunta e uma plataforma para construir futura cooperação em defesa", discursou o embaixador.


O Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Testes e Avaliação, assinado em março deste ano, se ratificado pelo Congresso Brasileiro, permitirá esforços colaborativos em tecnologias básicas, exploratórias e avançadas em patamar usufruído apenas pelos aliados da OTAN e pelos parceiros estratégicos de segurança mais próximos dos Estados Unidos, segundo as informações do embaixador norte-americano.


"Além da defesa militar nas nossas fronteiras e da garantia da soberania nacional, a paz nas nossas ruas e a paz de nossas famílias também são extremamente importantes.

A segurança pública tem sido, portanto, uma área de constante colaboração.  Por essa razão, o Fórum Permanente de Segurança Estados Unidos–Brasil, que foi lançado em maio de 2018 e se reuniu mesmo nesta tarde, aborda assuntos relacionados ao tráfico de armas e narcóticos e outras questões de segurança que podem impactar e impactam a vida de cada um de nós diariamente", assegurou o embaixador dos EUA.


"É por isso que trabalhamos juntos para treinar os responsáveis pela segurança pública", afirmou o embaixador dos Estados Unidos.

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