• Claudia Godoy

Embaixadora da Áustria diz que pandemia afeta mais as mulheres


A embaixadora da Áustria, Irene Giner-Reichl, disse que a pandemia de Covid-19 (o novo coronavírus) afetou mais as mulheres do que os homens porque o isolamento social provocou aumento da violência de gênero e os encargos domésticos das mulheres em todo o mundo. "Uma em cada três mulheres sofria violência de gênero antes da pandemia. Agora, essa violência aumenta", afirmou a diplomata, acrescentando que o isolamento social é o principal motivo porque aproxima fisicamente os agressores e as vítimas. A declaração da embaixadora foi durante o debate virtual "União Europeia e os Direitos das Mulheres em todo o Mundo" promovido pela UE. O embaixador da UE, Ignacio Ybáñez, também participou do debate



A embaixadora austríaca durante o debate virtual da União Europeia. Foto: fotograma da internet.

Além disso, acrescentou a embaixadora, as responsabilidades entre homens e mulheres são desproporcionais. "As mulheres trabalham três vezes mais em casa, principalmente atendendo aos membros mais velhos da família e às crianças. São 4.1 horas trabalhadas pelas mulheres contra 1.7 pelos homens", informou Giner-Reichl. Além disso, segundo a diplomata austríaca, durante a pandemia as mulheres tiveram de assumir muitos cuidados familiares, como educação das crianças e saúde da família.


A diplomata lembrou que não será possível vencer a crise do novo coronavírus sem solidariedade. "Não observo muita solidariedade no mundo nesse aspecto", afirmou a embaixadora austríaca.


Ignacio Ybáñez disse estar feliz por participar do debate sobre os direitos das mulheres em todo o mundo. "O tema é importante. Estou feliz por estar aqui hoje", afirmou o diplomata. O embaixador destacou que a UE possui projetos de cooperação com o Conselho Nacional do Ministério Público e ONU Mulheres, que deverão receber ajuda do bloco econômico e político.



O embaixador da União Europeia, Ignacio Ybañez, durante o debate virtual. Foto: fotograma da imagem da internet.


O embaixador afirmou que a violência contra a mulher cresceu dentro da UE com o isolamento social imposto pelos governos em função da pandemia. "Mas continuamos a aperfeiçoar a prevenção à violência de gênero. A UE se junta às Nações Unidas na declaração para insistir no trabalho contra a violência de gênero", disse Ybáñez. O diplomata disse que "a situação atual não nos deixa contentes, mas a União Europeia tem política de tolerância zero a esses temas".