• Claudia Godoy

Embaixador chinês diz que não fará pressão para impor 5G



"A China não exercerá pressão, nem ingerência para impor a tecnologia 5G", disse o embaixador da China, Yang Wanming, durante debate virtual, na última sexta-feira (19), promovido pela Lide, rede de relacionamento empresarial e corporativo. Ainda segundo o embaixador, políticos americanos fazem acusações, sem fundamento, de que a tecnologia chinesa ameaça a Segurança Nacional dos países. "São boatos que politizam assuntos comerciais para cercear as empresas"


O embaixador chinês durante o debate virtual com o moderador João Doria Neto (à esquerda) o ex-ministro Luiz Fernando Furlan e Marcelo Braga, chairman da Lide China (à direita). Foto: fotograma da imagem da internet.

Segundo o diplomata, a empresa chinesa Huawei - uma das maiores fornecedoras de smartphones do mundo - possui negócios em mais de 170 países e territórios. "Atende a um terço da população mundial", afirmou Wanming.


Decreto governamental, publicado na última semana, trouxe mais segurança para as empresas brasileiras do setor investirem na tecnologia 5G. De acordo com especialistas, o decreto proporciona ao mercado mais segurança para realizar investimentos pesados que são necessários para a implementação da tecnologia no Brasil, criando ambiente menos hostil para o setor de telecomunicações.


O embaixador Wanming disse que a crise de saúde pública provocada pela pandemia fez prosperar novos modelos de negócios, como telemedicina, compras online e outras soluções sem contato que possibilitam a retomada do trabalho e dos negócios depois que a situação melhorar. "Podem parecer emergenciais, mas são novos motores de crescimento".


O embaixador ressaltou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil nos últimos 11 anos. A balança comercial entre os dois países atingiu US$ 100 bilhões entre 2018/2019. "Mas o impacto da pandemia de Covid-19 (o novo coronavírus) é um desafio sem precedentes para a segunda maior economia do planeta", disse Wanming.


No ano passado, de acordo com informações do embaixador, o PIB (Produto Interno Bruto) chinês teve alta de 6,1%, uma das maiores altas entre as principais economias do mundo. "O consumo contribuiu com mais ou menos 60% do crescimento, que foi a principal força motriz. "Foram criados 13 milhões de empregos, quase a população da cidade de São Paulo", celebrou Wanming. De acordo com o diplomata, a renda per capita chinesa é hoje de US$ 10 mil e a meta do governo é de dobrar esse valor a cada 15 anos.









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