• Claudia Godoy

Embaixada de Cuba lembra 62 anos da Revolução cubana

Atualizado: Jan 2

A Embaixada de Cuba lembrou hoje (1°) o aniversário de 62 anos da Revolução cubana. A representação diplomática destaca que o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha já causou prejuízo de mais de um trilhão de dólares ao povo cubano. "Afronta todas as normas do Direito Internacional e já causou um prejuízo de mais de um trilhão de dólares ao povo cubano", informa a embaixada cubana.

Cuba, ainda de acordo com a nota da Embaixada cubana, edificou um país muito mais justo que as sociedades capitalistas, sendo líder na América Latina quanto à saúde e educação, com um “Índice de Desenvolvimento Humano” (0,783) superior ao México (0,779), Peru (0,777), Colômbia (0,767), Brasil (0,765) e demais países latino-americanos, com exceção do Chile, Argentina e Uruguai. Esse IDH é de 2019 e medido pela ONU, através do PNUD".

Veja a íntegra

Há exatos 62 anos, em 1º de janeiro de 1959, após sucessivas vitórias do Exército Rebelde contra as tropas do ditador Fulgencio Batista – sustentado pelos Estados Unidos – uma greve geral paralisou Cuba e o povo sublevado tomou as ruas, selando a vitória da Revolução Cubana.


No dia anterior, Batista – depois de ordenar uma matança de opositores e prisioneiros políticos –havia entregue o poder aos militares e fugido como um poltrão para a República Dominicana. Os EUA, última esperança do ditador, manifestaram a sua “preocupação” e pediram “diálogo”...

Nos dias que se seguiram, Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e outros líderes revolucionários conquistaram Havana. O Quartel de Colúmbia, a Fortaleza La Cabaña e a maioria dos destacamentos e delegacias se entregaram sem maior resistência. Só as Brigadas Especiais de Repressão Política – especializadas em torturas, assassinatos e mutilação dos opositores – esboçaram alguma resistência, mas foram aplastadas.

Foi eliminado o aparato repressivo e os torturadores e assassinos foram levados a julgamento. Diversos quartéis foram transformados em escolas. A Constituição de 1940 – revogada por Batista – voltou a vigorar. A Reforma Agrária e a Reforma Urbana tornaram-se realidade. A “Emenda Platt”, que fazia de Cuba um “protetorado estadunidense”, foi anulada. Cuba deixou de ser o “bordel” dos milionários norte-americanos...


Todas essas medidas incomodaram os donos do poder em Washington.

Já em fevereiro de 1959 foi detido o norte-americano Allen Robert Mayer, vindo dos EUA,. Em seu poder foram encontrados planos para assassinar Fidel Castro. Em resposta a inúmeros atos terroristas dos Estados Unidos, o Poder Revolucionário nacionalizou diversas empresas norte-americanas.


A partir de então, os Estados Unidos estabeleceram o mais feroz bloqueio econômico, financeiro, tecnológico, midiático e diplomático contra Cuba e passaram a dar cobertura a inúmeras agressões, como a fracassada invasão da “Bahia dos Porcos”, em 1961. No ano seguinte, chegaram a preparar a invasão da ilha por suas tropas. Ela só foi evitada pelo compromisso que os EUA tiveram de assumir de respeitar a soberania cubana, em troca da retirada de mísseis soviéticos de Cuba.


Em que pese o criminoso bloqueio econômico – afronta todas as normas do Direito Internacional e já causou um prejuízo de mais de um trilhão de dólares ao povo cubano – e das permanentes ameaças de agressão, Cuba Socialista edificou um país muito mais justo que as sociedades capitalistas, sendo líder na América Latina quanto à saúde e educação, com um “Índice de Desenvolvimento Humano” (0,783) superior ao México (0,779), Peru (0,777), Colômbia (0,767), Brasil (0,765) e demais países latino-americanos, com exceção do Chile, Argentina e Uruguai. Esse IDH é de 2019 e medido pela ONU, através do PNUD.

Em comemoração à vitória da Revolução.

01.01.2021