• Claudia Godoy

5 anos da Conferência de Paris: "Mais do que nunca precisamos do Brasil", diz embaixada da França

O encarregado de Negócios da Embaixada da França, Giles Pecassou, disse hoje (23), que há cinco anos, em Paris, a França se comprometeu a reduzir suas emissões em 40% até 2030 e já conseguiu 20%. "Cada dia conta e precisamos fazer mais e mais rápido. E mais do que nunca precisaremos do Brasil do nosso lado", afirmou Pecassou, acrescentando que a importância de repensarmos as nossas ações é a mensagem que o Brasil enviou ao mundo há 28 anos quando sediou a "Cúpula da Terra", no Rio de Janeiro. "Do Rio a Paris percorremos um longo caminho. Sabemos mais sobre a mudança climática e cientistas, cidadãos, empresas e políticos traçaram as linhas de como poderia ser um mundo de baixo carbono", afirmou o diplomata. "A emissão maciça de dióxido de carbono por atividades industriais urbanas e agrícolas e a remoção de 129 milhões de hectares de florestas desde 1990 estão aquecendo nosso planeta", disse Pecassou.

Pecassou (foto) disse que a França já mobilizou mais de € 5 bilhões para fornecer assistência aos países em desenvolvimento. Em julho do ano passado, lembrou Pecassou, a Organização Meteorológica Mundial indicou que poderíamos alcançar aquecimento global de 1,5°C até 2024.

"A direção que identificamos juntos é essa: reduzir drasticamente nossas emissões de gases de efeito estufa e nos adaptarmos, solidariamente, às mudanças inevitáveis", afirmou o encarregado de Negócios francês.


A Conferência de Paris resultou num Acordo internacional sobre as mudanças climáticas que tem o objetivo de manter o aquecimento global abaixo do limiar de 2°C, de acordo com as recomendações do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Em Paris, 195 países assinaram o acordo histórico para preservar o planeta. Cada país assumiu compromissos para atingir o compromisso comum de manter o aquecimento global abaixo de 2° C até 2100. "Esta data pode parecer distante, no entanto, os efeitos do aquecimento global estão presentes", afirmou Pecassou.