• Claudia Godoy

Embaixada da Bélgica lamenta morte do chefe Aritana Yawalapiti

A embaixada da Bélgica lamentou nesta quarta-feira (5) a morte do chefe Aritana Yawalapiti, que morreu por causa da Covid-19.

Veja a nota:


Foi com grande tristeza que a Embaixada da Bélgica recebeu a notícia da morte do chefe Aritana Yawalapiti, por várias décadas um dos incansáveis defensores da causa indígena no Brasil e da preservação do seu extraordinário patrimônio, especialmente no Mato Grosso.

Os laços entre a Bélgica e o povo Yawalapiti são profundos desde as 3 viagens amazônicas do rei Leopoldo III na década de 1960, durante as quais ele conheceu Aritana (foto) e os Yawalapiti em Alto Xingu em 1964 - e documentaram fotograficamente a vida das suas comunidades.

Em 2018, o chefe Aritana e nosso embaixador Dirk Loncke também participaram, por exemplo, do projeto de exposição YAWALAPITI - ENTRE TEMPOS no Museu Nacional da República, com 150 fotografias de um outro fotógrafo, Olivier Boëls (foto, também com o Embaixador do Luxemburgo).


Dois anos antes, o antecessor de Loncke, o embaixador Jozef Smets, recebeu o convite excepcional para participar da cerimônia de Kuarup do povo Yawalapiti e para encontrar muitos chefes por lá, incluindo Tamalui que também conhecera o rei em 1964.


A Embaixada oferece suas condolências ao povo Yawalapiti e à família do Chefe Aritana, incluindo seu filho Tapy, que recentemente realizou novamente uma missão na Bélgica depois de ter vindo gentilmente se reunir com os nossos diplomatas na residência em Brasília.