• Claudia Godoy

Conselheira húngara explica tecnologia de tratamento de águas residuais de seu país 

Atualizado: 5 de Fev de 2020

Entrevistei a conselheira da Hungria, Zsuzsa László, sobre a tecnologia húngara para tratamento das águas residuais. Veja a seguir.

A conselheira da Hungria, Zsuzsa László. Foto: Consulado Húngaro.

Vocês possuem um dos rios mais famosos do mundo, o Danúbio, muito limpo. Como é a experiência húngara no esgotamento sanitário?

Resposta: A qualidade da água do Danúbio - no trecho de 400 km que se encontra na Hungria – tem melhorado bastante nas últimas duas décadas, principalmente graças à Diretiva Quadro da Água da União Europeia (Diretiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho). A água do Danúbio que a Hungria recebe passa primeiro por outros países (Alemanha, Áustria, Eslováquia), ou seja, a responsabilidade é compartilhada.

Qual é a cobertura de esgotos húngara? Resposta: O esgotamento sanitário tem avançado também a passos largos. Nos últimos 20 anos, a porcentagem de casas com ligação à rede coletora de esgoto sanitário cresceu de 50 para 86 %. Em Budapeste, 98% das casas possuem ligação à rede

Como é a filtragem de águas residuais a partir de plantas?

Resposta: A filtragem de águas residuais a partir de plantas é uma tecnologia desenvolvida pela empresa húngara Organica nos anos 90 (detalhes da tecnologia no folheto anexo)

que se tem espalhado mundo afora (118 plantas em 20 países). Durante o processo, a água residual passa por raízes de plantas que completam a filtragem. Uma planta da Organica parece um verdadeiro jardim botânico. (Na Hungria, jovens casais tiram fotos de casamento nas ETE-s por serem tão exuberantes). Além da beleza, tem ainda vantagens adicionais

• exige uma área bem mais reduzida para a implementação (- 40% a 60%); • processo totalmente inodoro, por isso, as ETE-s da Organica podem ser implantadas no meio de centros urbanos; • necessidade bem reduzida de tubulações, custos de construção muito mais baratas; • menor produção de lodo; • menor produção de químicos; • menor consumo de energia (30%).

Vocês já organizaram três vezes a Cúpula da Água. Como foi essa experiência?

Resposta: A Hungria já organizou três vezes (2013, 2016, 2019) a Cúpula da Água, que reúne políticos, cientistas, empresas e organizações da sociedade civil. É uma oportunidade privilegiada para mostrar nossos avanços tecnológicos nesta área. A Hungria é uma verdadeira potência da água e seu presidente, János Áder, um político engajadíssimo em questões ligadas à água.

Vocês já apresentaram a tecnologia húngara de tratamento de esgotos para os brasileiros? O Rio de Janeiro já conhece?

Resposta: A tecnologia Organica já foi apresentada aos brasileiros por ocasião de visitas oficiais (São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Amazonas, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) e foi recebida com grande entusiasmo. Falta a implementação que tem uma grande chance de ser realizado pela primeira vez em São Paulo.

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