• Claudia Godoy

Com renúncia de Morales, processo de sucessão na Bolívia permanece incerto

Atualizado: 12 de Nov de 2019

Após a renúncia do presidente da Bolívia, Evo Morales, do seu vice, Álvaro García, e dos presidentes da Câmara e do Senado, o processo de sucessão na Bolívia permanece confuso.

A opositora ao governo Morales, Jeanine Áñez, segunda vice-presidente do Senado, anunciou que assumiria a Presidência da Bolívia, após a renúncia de Morales e de seu vice-presidente Álvaro García.

Jeanine Áñez

Renunciaram junto com Morales os presidentes da Câmara, Victor Borda, e do Senado, Adriana Salvatierra, além do vice-presidente Álvaro Linera Garcia.

Salvatierra

Morales justificou sua renúncia anunciando que evitaria, assim, a continuação da violência no país após três semanas de confrontos entre apoiadores e críticos ao governo. "A vida não acaba aqui, a luta continua", disse ele no final de seu discurso.

Evo Morales

O agora ex-presidente havia cumprido a promessa e convocado, na manhã deste domingo (10), novas eleições presidenciais, além de renovação dos membros do Tribunal Superior Eleitoral. Após auditoria dos votos, a OEA (Organização dos Estados Americanos) divulgou avaliação que não mencionou fraude, nem alterações de votos, mas irregularidade e fragilidade no sistema eleitoral "que não permitia verificar com certeza os processos".

As eleições oficiais bolivianas são por meio de cédulas e a OEA centra as análises no processo eletrônico.

O ex-presidente Carlos Mesa, que ficou em segundo nas eleições de outubro, comemorou a renúncia de Morales falando sobre "fim da tirania".

O presidente Jair Bolsonaro comentou a renúncia de Morales em sua conta no Twitter. "Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza", disse Bolsonaro.