• Claudia Godoy

China quer instalar estação científica na Lua

Com informações do Diário do Povo

A China planeja estabelecer uma estação científica na lua tendo já começado os preparativos.

"O próximo trabalho de exploração lunar será desafiante e exigente, pois pretendemos estabelecer um posto avançado científico no polo sul da Lua. No futuro próximo, enviaremos também astronautas para lá", disse Wu Weiren , designer-chefe do programa de exploração lunar da China e acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia.

Wei está trabalhando na viabilidade da estação e na quarta etapa do programa lunar.

O cientista fez os comentários em uma cerimônia na terça-feira durante a Administração Espacial Nacional da China, que anunciou o nome de um asteroide em sua homenagem.

O asteroide foi descoberto em agosto de 2007 por pesquisadores na estação de Xuyi, província de Jiangsu, pertencente ao Observatório da Montanha Púrpura da Academia Chinesa de Ciências de Nanjing.

Este passo foi aprovado pela União Astronômica Internacional em junho para homenagear a contribuição significativa para os programas de exploração lunar e do espaço profundo da China.

Na missão lunar mais recente da China, a sonda Chang'e 4, um veículo explorador lunar, foi transportada em um foguete Longa Marcha-3B em dezembro de 2018 no Centro de Lançamento de Satélites Xichang, na província de Sichuan, assinalando a quarta missão de exploração lunar da China e a primeira expedição do mundo ao lado oculto da lua.

A sonda alunou em 3 de janeiro de 2019, e liberou o Yutu-2 para pesquisar o local de pouso na bacia do Pólo Sul-Aitken, a maior e mais profunda bacia no sistema solar.

Até a data, o módulo de pouso e o rover contam com mais de 610 dias de operação. Como rover lunar mais longo do mundo, o Yutu-2 se moveu cerca de 520 metros no solo lunar.

A missão Chang'e 4 produziu uma grande quantidade de resultados científicos que têm ajudado cientistas de todo mundo a aprofundar seus conhecimentos e compreensão sobre a lua.

Ele revelou a história de eventos de impacto no lado oculto da lua, especialmente na bacia do Pólo Sul-Aitken, e encontrou evidências que apoiam os modelos de formação e evolução do solo lunar, disse Wang Chi, diretor do Centro Nacional de Ciências Espaciais sob a Academia Chinesa de Ciências.