• Claudia Godoy

BRICS: "Declaração de Brasília" diz que dois estados permitirão paz entre Israel e Palestina

Atualizado: 17 de Nov de 2019

Os cinco líderes do BRICS: Jair Bolsonaro, do Brasil, Vladimir Putin, da Rússia, Xi Jinping, da China, Narendra Modi, da Índia e Cyril Ramaphosa, da África do Sul. Foto: Agência Brasil.

A "Declaração de Brasília”, o documento final da Cúpula do BRICS, diz que a formação de dois estados permitirá que israelenses e palestinos vivam lado a lado, em paz e segurança no Oriente Médio. A Cúpula do BRICS, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, termina hoje (14) em Brasília. “Somos unânimes em nossa determinação de que os conflitos em outras partes do Oriente Médio e do Norte da África não devem ser usados como pretexto para atrasar a resolução do conflito de longa data entre Palestina e Israel”, destaca o documento que ressalta, ainda, que os países do BRICS são guiados pelas resoluções da ONU (Nações Unidas), os Princípios de Madri e a Iniciativa de Paz Árabe. “Expressamos a necessidade de novos e criativos esforços diplomáticos para atingir-se uma solução justa e abrangente do conflito israelo-palestino, a fim de alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio”, cita o documento.

(Da esquerda para a direita): Bolsonaro, Putin, Jinping, Modi e Ramaphosa. Foto: Agência Brasil.

Uma possível transferência da embaixada do Brasil em Israel, hoje baseada em Tel Aviv, para Jerusalém, cidade disputada por árabes e israelenses, foi promessa de campanha de Bolsonaro, que foi eleito há quase um ano. O presidente, porém, parece ter abandonado a ideia e preferido a instalação de um escritório de negócios em Jerusalém.

Outros conflitos na região também receberam a atenção dos líderes, como a crise humanitária no Iêmen e a soberania da Síria. O Afeganistão e a península coreana também foram citados. O terrorismo internacional foi condenado pelos chefes de Estado e de Governo do BRICS.

O presidente Vladimir Putin. Foto: PR.

Ao final do encontro, o Brasil entregou a presidência rotativa do bloco. A Rússia assumirá no próximo ano e o presidente Vladimir Putin prometeu ampliar a cooperação em política externa nas principais áreas de interesses dos países do bloco. Putin anunciou cerca de 150 eventos em 2020 em diferentes níveis.