• Claudia Godoy

Bélgica no Conselho de Segurança: como um pequeno país pode jogar nas grandes ligas

Atualizado: 6 de Nov de 2020

Com informações da Embaixada da Bélgica

A Bélgica encerra seu 6º mandato como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ao longo dos 75 anos de existência da ONU, ela construiu uma sólida reputação como mediadora confiável.

Em 1945, após duas guerras mundiais no espaço de 40 anos e uma política de neutralidade que não funcionou para um pequeno país cercado de vizinhos poderosos, a Bélgica reforçava o multilateralismo.

O então Primeiro-Ministro Belga Paul-Henri Spaak, se envolveu fortemente na criação da Organização das Nações Unidas (ONU), chegando mesmo a ser o primeiro presidente da primeira sessão da Assembleia Geral! Pouco depois da constituição do Conselho de Segurança das Nações Unidas (o mantenedor da paz e da segurança no mundo), a Bélgica tornou-se membro não permanente em 1947-1948.


O multilateralismo está profundamente enraizado no DNA da Bélgica. Já seis vezes membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, também exerce uma influência real na agenda. Durante seu mandato de 1991-1992, nosso país tomou por exemplo várias iniciativas para instar o Conselho de Segurança a intervir contra as violações dos direitos humanos.


A ONU e o Conselho de Segurança, podem ser melhorados, mas em seus 75 anos de existência alcançaram resultados fantásticos. A mesma regra vale para a Organização Mundial da Saúde, também não podemos ficar sem ela. Se o multilateralismo é contestado, ele é essencial, e ainda mais durante uma crise como a atual pandemia Covid-19.