• Claudia Godoy

Ataques às representações de Cuba já somam 581 desde 1959

O ataque mais recente, há cerca de 20 dias, à embaixada de Cuba, nos Estados Unidos, parece não ser um caso isolado, senão mais um episódio na série de atentados contra Cuba ao longo de 60 anos. As informações são da Agência Sputnik, que fez balanço de ações perpetradas contra representações cubanas desde 1959, data da Revolução Cubana.

Vidro estilhaçado na embaixada cubana nos EUA. Foto: divulgação.

De acordo com as informações da Sputnik, o Centro de Investigações Históricas da Segurança de Estado (CIHSE) cubana já documentou 581 agressões contra representações de Cuba no exterior.


Marcas dos tiros na sede da representação diplomática cubana. Foto: divulgação.

Segundo o CIHSE, a cifra incluiu atentados perpetrados contra as representações cubanas situadas em 41 países, deixando um total 217 cubanos e 36 cidadãos estrangeiros mortos.

A Sputnik recorda alguns desses atentados desde o triunfo da revolução de 1959:

A explosão do La Coubre

Explosão de um navio a vapor francês que sofreu sabotagem em 4 de março de 1960 enquanto descarregava armas e munições no Porto de Havana. Cerca de cem pessoas morreram e ao menos 200 pessoas ficaram feridas.


Durante a cerimônia, no dia seguinte à explosão, o fotógrafo Alberto Korda tirou a icônica foto de Ernesto Guevara que se converteria na imagem mais popular do comandante.

O sinistro do voo 455 da Cubana de Aviación - foi em 6 de outubro de 1976. Duas bombas explodiram a bordo do Douglas DC-8 pertencente a aerolinea Cubana enquanto o avião passava por Barbados e Jamaica.

Cerca de 73 pessoas faleceram, entre eles 24 membros da equipe nacional juvenil de esgrima, que regressavam a Cuba logo depois de ganhar todas as medalhas de ouro no Campeonato Centro-americano e do Caribe. Nos hotéis Tritón, Copacabana e Chateau Miramar, em Havana - no dia 4 de setembro de 1997 o salvadorenho Raúl Ernesto Cruz León detonou bombas nos hoteis Tritón, Copacabana e Chateau Miramar, situados em Havana. A explosão no Copacabana resultou na morte do turista italiano Fabio di Celmo.