• Claudia Godoy

Apesar de pandemia, China quer criar 9 milhões de empregos, diz embaixador chinês

Atualizado: 1 de Jul de 2020


Apesar da pandemia de Covid-19 (o novo coronavírus), os chineses querem criar este ano 9 milhões de empregos e manter a taxa de desemprego no nível de 6%, segundo informou o embaixador da China, Yang Wanming, durante debate virtual, na última sexta-feira (19), promovido pela Lide, rede de relacionamento empresarial e corporativo.


Wanming durante o debate virtual promovido pela Lide. Foto: fotograma da imagem da internet.

Wanming informou, durante o debate, que, com a pandemia, a indústria de transformação ficou no limiar. Apesar disso, ainda de acordo com o diplomata, 28 setores da produção chinesa, incluíndo o têxtil/agrícola, registraram crescimento nos três primeiros meses do ano quando comparado ao mesmo período de 2019.


O PIB (Produto Interno Bruto) da China sofreu retração de 6,8% no primeiro trimestre deste ano por causa da pandemia, quandom milhões de pessoas tiveram de ficar confinadas e as empresas fecharam. "Foi a primeira retração trimestral registrada desde 1992, ou seja quase 30 anos", disse o embaixador. "Mas 95% dos funcionários já voltaram ao trabalho", afirmou Wanming. A meta do governo chinês para este ano é garantir emprego, padrão de vida e o funcionamento do mercado.


No ano passado, o PIB chinês teve alta de 6,1%, uma das maiores altas entre as principais economias do mundo.


Enquanto as exportações brasileiras de janeiro a maio caíram cerca de 7%, as vendas brasileiras para a China aumentaram 2,4% no período. Soja, carne, minério e celulose foram o destaque. Segundo informações do diplomata chinês a demanda por produtos de maior valor agregado, como frutas e proteínas, vai aumentar.